Helô Pinheiro revela como o jiu-jítsu fez bem ao filho especial

Há dois anos, Fernando faz o esporte que lhe garantiu confiança e socialização

Raquel Borges

Helô Pinheiro, Márcio Catenacci e Fernando Pinheiro | <i>Crédito: Emerson Lima/Divulgação
Helô Pinheiro, Márcio Catenacci e Fernando Pinheiro | Crédito: Emerson Lima/Divulgação
Que mãe não fica orgulhosa com o progresso de um filho? Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema, não é diferente. O filho dela, Fernando Pinheiro, de 37 anos, é especial, como a própria estrela gosta de chamá-lo. E, nos últimos meses, tem tido avanços significativos graças à prática de esporte.
“Aos 3 meses de idade, por causa de uma bronqueolite, Fefê teve uma falta de oxigenação do cérebro, que causou a destruição de alguns neurônios e afetou a cognição e a fala, mas não o amor ao próximo e o respeito ao seu semelhante. Hoje, apesar da idade, é como se cronologicamente ele tivesse 14 anos”, conta a empresária e apresentadora.
Acompanhado pelo atleta e professor de jiu-jítsu Márcio Catenacci, da Bodytech, do Shopping Eldorado, de São Paulo, Fernando está deixando tanto o mestre quanto a família toda orgulhosos. “Faço esse trabalho com alunos especiais há um tempo. Não é só o Fefê. Nas aulas tem cadeirantes também. Mas percebo que no caso do Fernando a evolução foi bem grande. O jiu-jítsu trouxe para ele coordenação, concentração, sociabilidade. Ele passou a se comunicar mais e muito melhor com as pessoas. Quando começamos, ele tinha medo do contato físico e hoje não tem vergonha de lidar com o corpo. E por que não participar de competições? Já está na faixa amarela”, revela Márcio!
A nova experiência esportiva do caçula faz Helô relembrar o pai, e acreditar que nada nesse mundo é coincidência: “Meu pai (Juarez Paz Pinto) foi campeão de jiu-jítsu. Depois que o Fê começou a lutar, me lembrei disso. Chegou a fazer aula com os irmãos Gracie e tudo. Vejo meu filho seguindo os mesmos passos, ele que é o único neto homem. Quando olho pra ele, vejo o semblante do meu pai sorrindo.” 
Já para Márcio, ver o progresso do aluno é muito gratificante. “Fico até emocionado de ver o Fernando. Às vezes, peço  que ensine outro aluno no aquecimento, e isso lhe dá responsabilidade. Vejo que sua autoestima melhorou muito”, revela o professor, que em breve terá uma academia nos EUA, e em seu Instagram (@marciocatenacci) posta fotos da turma e do seu trabalho. 

01/12/2016 - 10:00

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