Karin Hils admite: “Sim, eu estou no aplicativo (de namoro)!”

Bem-humorada, a estrela de Carinha de Anjo e ex-Rouge abre o jogo sobre amor e carreira, claro!

Patricia Battaglia

Karin Hils admite: “Sim, eu estou no aplicativo (de namoro)!” | <i>Crédito: Thiago Duran/ AgNews
Karin Hils admite: “Sim, eu estou no aplicativo (de namoro)!” | Crédito: Thiago Duran/ AgNews
Quem aí era megafã da banda Rouge, explosão no início dos anos 2000 com sucessos como Ragatanga?! Pois é... Hoje, uma de suas mais queridas integrantes, a cantora e atriz Karin Hils  arrasa também na telinha, na pele da divertida (e comilona) irmã Fabiana, da novela Carinha de Anjo, do SBT. 
E a história da artista é, sim, inspiradora! Karin Pereira de Souza, 38 anos (não parece, né?), nasceu em Paracambi (RJ) e se tornou famosa no Brasil inteiro após ganhar o reality Popstars (2002), da mesma emissora, e integrar o Rouge. Quer saber mais sobre ela?! 

TITITI – Como nasceu o sonho de cantar?
Karin Hils – Foi tão natural que nem vi acontecer... Lembro de cantar bastante na infância, mas nunca almejei isso profissionalmente. Porém, a vida acabou me levando nesse caminho. 

Sua carreira artística começou com o Popstars, certo?
Não, na verdade, ela teve início um pouco antes, quando eu tinha uns 17 anos e cantava pelo bairro da cidade. Aí me chamaram para ser locutora em uma rádio e fiquei lá por dois anos.

E quando veio pra Sampa tentar a sorte no reality?
Por causa da rádio, acabei criando contato com uma produtora e vindo para São Paulo. Isso há uns 15 anos. Eu vendia aparelhos de vídeo e fazia backing vocal da banda do Netinho de Paula. Realizando um sonho já. No mesmo período me inscrevi para o Popstars, porque minhas amigas ficaram insistindo muito. No entanto, eu não levava fé. O processo todo levou uns seis meses, foi uma loucura. Lembro que quando anunciaram as vencedoras (ela, Aline Wirley, Fantine Thó, Li Martins e Luciana Andrade) era aniversário da minha cidade, estava tendo festa, o locutor falou meu nome e tal. Um ano depois, o Rouge estava se apresentando lá. 

E a experiência?
Aquele foi um dos primeiros realities de música, e eu pensava: “Quero entrar para, pelo menos, sair com um carro!” Era meu objetivo (risos). E foi uma experiência muito valiosa e assustadora ao mesmo tempo. 

Assustadora?
Sim, durante o processo, a gente ficava incomunicável, era tudo sigilo. Não falávamos com a família e a sensação foi que tudo rolou do dia pra noite.  

E a banda virou fenômeno...
Sim, sei que a gente fez sucesso, mas tenho certeza: ainda não conseguimos calcular o tamanho dele. 

Dá saudade?
Nossa, sim! Esses dias Juliana Baroni (atriz de Cúmplices de um Resgate) me mandou um vídeo cantando a música Cidade Triste e comecei a lembrar... Nossa! Era bom demais! Se não tivesse feito parte do grupo seria fã, com certeza... Era tudo muito direitinho, muito legal. 

Por que acabou?
Então, foi uma série de complicações... Era uma banda surgida em um reality, com vários empresários e cinco artistas que não estavam em busca daquele sucesso todo. Não naquele momento... A gente tinha 
o sonho de ser artista, sim, tudo foi maravilhoso, mas não como cada uma havia idealizado. Foi além... E, no meio disso tudo, a menor fatia de dinheiro vinha pra gente. Porém, não tínhamos noção disso. Quando batia o dinheiro na minha conta eu falava: “Nossa!” Então, quando a ficha foi caindo surgiram questionamentos. E quando a gente se ligou já era tarde demais. 

Então, foi uma briga com empresários, produtora?
Sim, começou uma briga nossa com a produtora, colocamos advogado e eles passaram a não dar mais trabalho pra gente. Então era: ou eu pago o advogado ou pago minha casa. Então, assinamos um papel e ganhamos nossa liberdade de volta. E, pelo que observo, é isso que acontece com a maioria dos grupos. O Rouge não acabou porque a gente brigou. 

Ainda são amigas, certo?
Sim. O que ficou de mais precioso foi o carinho dos fãs, a amizade, o respeito e a cumplicidade entre nós. A gente tentou até quando dava, mas chegou uma hora que acabou. 

Quando surgiu a atriz Karin?
Depois do Rouge vi a Pati (Li Martins) fazendo teatro musical, realizei testes e gostei. No meio disso, me descobri atriz e quem me ajudou foi Miguel Falabella. Entrei como substituta de uma artista na peça dele, Hairspray (2009).

Você tem um lado humorístico forte. Fale dele?
Meus amigos dizem que eu sou muito engraçada, mas eu não acho (risos). No entanto, sou bem humorada, levo tudo com amor, leveza. 

Irmã Fabiana, de Carinha de Anjo, é uma querida, não?
Ah, ela é muito legal. O Rica (Ricardo Mantoanelli, diretor da novela), embarca nas minhas loucuras e se diverte. É tudo tão gostoso. O ritmo de gravação é bem insano, fico ansiosa (risos), mas as pessoas estão gostando! No final é só diversão. 

E come tudo aquilo mesmo?
Não (risos)!!! Quer dizer, às vezes como. Assim, quando tem cena de refeitório, como menos em casa e deixo de almoçar, para a Fabiana ficar com vontade, mesmo! Mas, no geral, só experimento as coisinhas no estúdio. 

Tudo tão gostoso quanto parece nas sequências?
Mais ou menos... Uma das cenas mais comentadas foi a do brigadeiro. Nossa, mas aquilo era a coisa mais horrível do mundo! E eu ainda me preparei, falei: É hoje que como um brigadeiro, não vou nem almoçar (gargalhadas)! E quando chegou a hora, descobri que era um brigadeiro de cenoura. Foi sacanagem! Nunca mais! 

Gosta de cozinhar?
Sim, mas não tenho tempo. Sou boa de prato mesmo, não tem algo que não como. Só brigadeiro de cenoura (risos). 

Relação com a religião...
Sou espiritualista e acredito em Deus acima de tudo. 

Vamos falar de amor?
Ih, estou sozinha. Acho que já passei mais Dias dos Namorados sem namorado do que com um (gargalhadas). Costumo falar que a arte não permite amantes. Recentemente até estava conhecendo um carinha pelo aplicativo de relacionamento... Sim, eu estou no aplicativo (risos)! Ele é facilitador (risos). Mas aí estava gravando e ele falou: “Nossa, você sumiu, né?” Mas é que não consigo dar conta, vou das gravações pra casa, tomo banho, janto e começo a estudar as falas. Mas estou muito a fim de namorar, só não está rolando (risos). 

01/08/2017 - 15:37

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