Rodrigo Fagundes: “Os bastidores de Pega Pega são meu parque de diversões!”

Noveleiro assumido, o ator se sente nas nuvens nos bastidores da trama global das 7 e confessa: já está muito triste, pois, uma hora, a farra deliciosa vai acabar

Por Daniel Vilela

“Os bastidores de Pega Pega são meu parque de diversões!”, revelou o ator | <i>Crédito: Mauricio Fidalgo/TV Globo
“Os bastidores de Pega Pega são meu parque de diversões!”, revelou o ator | Crédito: Mauricio Fidalgo/TV Globo
Um frio na barriga, desses bem gostosos, sempre toma conta de Rodrigo Fagundes logo antes de ele entrar em cena como o mordomo Nelito de Pega Pega. A sensação de borboletas no estômago é bem parecida, segundo o intérprete, com aquela de quem enfrenta uma montanha-russa cheia de subidas, descidas e trechos de ponta-cabeça.“Os bastidores de Pega Pega são o meu parque de diversões”, dispara, aos risos. “E já estou meio triste que alguma hora vai acabar”, confessa sobre a alegria de atuar na trama de Claudia Souto.
Depois de dez anos fazendo graça – Rodrigo foi um dos destaques do Zorra Total com Patrick e seu bordão “olha a faca”! –, ele embarca pela segunda vez nesse carrossel cheio de emoções que é a teledramaturgia. Afinal, já havia vivido o porteiro Rubi em Babilônia (2015). “Mas agora posso exercitar um lado dramático, que nunca exercitei na TV”, diz o noveleiro assumido. 
Aliás, as produções favoritas de Rodrigo são quase todas dos anos 80 e marcaram sua adolescência em Juiz de Fora (MG). Para ele, a  “campeã de audiência”, é a A Gata Comeu (1985), um dos maiores sucessos de Ivani Ribeiro.
Divertido, Fagundes não perde a piada. Nem quando se trata dele próprio. Ou melhor, de sua estatura, que ele mesmo diz ser baixa. “Sou quase o grilo falante que faz as vezes de consciência para o Pinóquio”, fala, às gargalhadas, o intérprete do fiel escudeiro e conselheiro do falido Pedrinho Guimarães, de Marcos Caruso. “É muito bonita a relação de cumplicidade dos dois... É quase como dom Quixote e Sancho Pancha”, analisa, em referência ao famoso fidalgo criado por Miguel de Cervantes.

TITITI – Deu trabalho se transformar num mordomo à moda antiga?
Rodrigo Fagundes – Menino, fiz aula de tudo: de etiqueta, de como segurar uma bandeja, acender charutos, até aprendi a usar os talheres todinhos. O difícil foi começar a passar roupa (risos).

Levou algum desses conhecimentos para casa?
Até que os dos talheres sim. A Renata Rocha Brito (professora de etiqueta) comenta que o prato é um relógio e o garfo, faca, os ponteiros. Se uma refeição termina, é hora de pousá-los como se fosse seis e meia. E nada de cotovelo em cima da mesa! Agora, tem coisas que a gente acha que nem existem mais, mas ainda estão aí. Sabia que em chá da tarde não se usa faca para partir queijo? Tem de ir com o garfo mesmo (risos).

Você também é um amigo fiel, irmão, camarada?
Olha, cuido muito bem dos meus amigos, sim, sou um paizão. Não sou de sair para bares e baladas, então carrego todo mundo lá para casa.

Em Pega Pega, você apresentou o casal protagonista. Já serviu de cupido na vida real?
Sim, na época de colégio, lá em Juiz de Fora. Achei que um colega do cursinho de inglês tinha tudo a ver com uma amiga da escola. Resolvi fazer uma festinha em casa, bem low-profile, para juntar o casal. Namoraram por dois anos.

Como humorista de mão- cheia, teve dificuldade para as sequências dramáticas da novela?
Olha, nas primeiras cenas sim, mas me concentrei bem e foi. Mas era algo que eu queria tanto, sabe? Fiquei dez anos no Zorra Total fazendo humor, porém, minha praia é novela. 

Então se sente em casa nos bastidores do folhetim?
Muito! Outro dia abordei o Danton Mello para perguntar como foi fazer o filé-mignon dos anos 1980: A Gata Comeu, Vale Tudo (1988) e Tieta (1989), por exemplo. Sei tudo sobre elas! Imagina, então, como é virar para o lado e dar de cara com uma Elizabeth Savalla, uma Irene Ravache, um Marcos Caruso. Me sinto em um parque de diversões!

E como é contracenar com seus ídolos?
Ah, eles são muito generosos e queridos! Não conhecia o Caruso e a Vanessa Giácomo, com quem mais contraceno. Quando o folhetim acabar, já avisei a Claudia Souto (autora), quero todo mundo em uma série que fique, pelo menos, cinco anos no ar (risos). Vai ser uma choradeira... Minha principalmente. Já estou triste que a novela vai acabar e ela ainda nem bem começou.

As pessoas ainda lembram muito do Patrick, do Zorra?
Ainda tem gente que vira para mim na rua e grita: “olha a faca” (gargalhadas). Passei uma década vivendo o personagem e, garanto, foi de grande alegria.

07/08/2017 - 14:54

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