Camila Queiroz: "Aprendi desde cedo a dar valor a tudo, pois não tive muitas coisas"

A estrela de 'Pega, Pega' relembra a infância e adolescência simples, no interior, completamente diferente de sua personagem, a milionária Luíza

Por Daniel Vilela

Camila Queiroz em Shopping do Rio | <i>Crédito: J. Humberto / AgNews
Camila Queiroz em Shopping do Rio | Crédito: J. Humberto / AgNews
A infância com jeitinho simples, em Ribeirão Preto (SP), não fez apenas com que os “erres” fossem mais acentuados na fala de Camila Queiroz. A ex-modelo e hoje atriz, de 23 anos, com doce sotaque de menina do interior, aprendeu nas brincadeiras na rua e no quintal de casa, sempre ao lado das irmãs, Melina, de 30, e Caroline, 19, a colocar a mão na massa e, principalmente, ter os pés no chão. “Sempre corri atrás dos meus sonhos, batalhei muito para estar aqui. Sorte não existe”, pondera a estrela de Pega Pega, sua terceira novela global desde a estreia em Verdades Secretas (2015). Claro, a gente sabe, depois ela arrasou em Êta Mundo Bom! (2016). 

Ao deparar com Luíza, sua personagem no folhetim das 7, herdeira de milionária fortuna e criada a pão de ló pelo avô, Pedrinho Guimarães Marcos Caruso), Camila confessa ter levado um susto. “A maior dificuldade é que ela vive um universo que não é meu, do qual jamais sequer cheguei perto. Uma vez cheguei a ficar com febre por conta de uma boneca que queria muito, mas meus pais não podiam me dar”, relembra. “Presentes eram só em datas especiais, mesmo”, conta, com ternura, ao falar do pai, o marceneiro Sérgio Queiroz, falecido no início deste ano, e da mãe, a dona de casa Eliane Queiroz. 

Apesar de toda a dificuldade, a musa planeja dar aos futuros filhos a mesma criação que recebeu. “É um sonho (ter crianças em casa), mas hoje em dia está difícil”, diz, derretendo-se, a noiva do ator Klebber Toledo, com quem está desde o ano passado, na ocasião das gravações de Êta. Atualmente, em função da correria das gravações, Camila admite, mal consegue encontrar seu galã. “Não dá nem para bater textos juntos, porque ele também tem os dele para decorar”, fala a bela, divertindo-se. 

TITITI – Como foi a transformação de menina do interior para estrela da televisão? E protagonista ainda? 
Camila Queiroz – Sabe que eu ficava imaginando como seria, igual a todo mundo aí em casa (risos)? A gente pensa ser fácil, mas é muito difícil. Ainda mais porque sou nova, não cresci nesse meio e nem estava acostumada com o interesse das pessoas sobre a minha vida pessoal. Por muito tempo, tentava falar só do lado profissional, mas fui entendendo que nem tudo poderia ser do jeito que queria.

TITITI – Sente-se de certa forma abençoada pela trajetória meteórica? 
Não tenho outra palavra para definir. É abençoada, mesmo. Com toda a certeza! Mas sorte não existe. Acho que tudo é merecimento. A gente luta para conquistar nossos sonhos, tem que correr atrás. Aconteceu comigo. Nunca deixei uma oportunidade passar em branco.

TITITI – Seus pais têm importância fundamental no seu sucesso, não? 
Sem dúvida, a minha criação ajudou muito. Aprendi desde cedo a dar valor a tudo, pois nunca tive muitas coisas. O fato de vir de uma família humilde sempre me motivou a ir em frente, garantir algo melhor para a minha vida e a deles.

TITITI – Ainda consegue uma brechinha para curtir um colo de mãe? 
Não perco o contato com minha família de jeito nenhum, ela está em primeiro lugar. É minha prioridade. Quando fiz Verdades Secretas, fiquei sete meses sem vê-los e sofri muito. Aprendi que, sem eles do lado, não dá, não sou nada.

TITITI – Pensa em formar família com Klebber? 
Todo casal sonha em formar uma família, mas agora não dá! Estamos trabalhando muito. A gente mal se vê. Um chega em casa e o outro já está saindo.

TITITI – Já pegou o sotaque carioca da Luíza? 
O sotaque fica na novela, não vem para a vida real. É quase uma chavinha que viro quando venho gravar, acontece naturalmente. Sigo firme (diz puxando o erre) como a Camila de sempre (risos).

TITITI – Pega Pega começou com o roubo daquela fortuna. O que faria com 40 milhões de dólares na conta? 
Não tem o que fazer sozinho com tanto dinheiro, nem se for para o shopping e passar o dia lá consigo gastar tanto (gargalhadas). Acho que ajudaria muita gente.

TITITI – Curtiu cortar as madeixas? 
O cabelo mais curto foi para deixar a Luíza um mulherão. Mas, por incrível que pareça, é muito mais difícil de cuidar dos fios curtos. O longo, eu acordava e ia para a rua. Agora tem que prestar atenção para ver se tem forma, movimento. E ainda tenho de hidratar bastante, porque está bem mais claro nas pontas. Não sou muito de salão, gosto de cuidar em casa mesmo.

TITITI – Tem alguma rotina de beleza? 
Não fico sem água termal, nem um bom hidratante para o rosto. Essas ampolas para o cabelo também me ajudam pra caramba no dia a dia.

TITITI – Sua alimentação é regrada ou rola um vacilo de vez em quando?
Nem quem jura que faz dieta, faz (risos). Tem dias que a gente quer e come um fast food, né? Assim, consigo malhar na medida que dá umas três vezes na semana. Exercício físico não tem que ser só para o corpo, mas para a saúde mental também.

TITITI – Como define o seu estilo? 
Deixo para dar uma ousada em ocasiões específicas, como em uma festa ou em coletivas, porque no dia a dia sou muito básica. Gosto de uma blusa, uma calça jeans e um bom tênis. Tudo bem clean.

22/06/2017 - 06:57

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