Maria Fernanda Cândido: Papo reto sobre traição, amor, transexualidade...

Dona de opiniões pertinentes e alma leve, a atriz de 'A Força do Querer' abre o jogo para você nesta exclusiva!

Por Daniel Vilela

Se tivesse vontade de fazer plástica, a bela diz que assumiria, mas que no momento não tem. | <i>Crédito: Estevam Avellar/TV Globo
Se tivesse vontade de fazer plástica, a bela diz que assumiria, mas que no momento não tem. | Crédito: Estevam Avellar/TV Globo
Esqueça aquele batom vermelho, o blush cor-de-rosa, o dourado do pó bronzeador e até mesmo todas as incontáveis tonalidades de sombras que brilham, guardadinhas nos estojos de maquiagem. A única cor que interessa, de verdade, a Maria Fernanda Cândido, um dos destaques de A Força do Querer, é o verde que transborda naturalmente de seu olhar. “Sou um pouco chata com alguns cosméticos, não gosto nem do cheiro”, confessa a atriz, que prefere viver a vida, assim, de cara lavada. “A minha vaidade está em me sentir bem”, garante, fazendo jus aos seus “olhos de ressaca”, que tragam a atenção de todos por onde ela passa. 

A expressão, aliás, foi cunhada pelo escritor Machado de Assis para descrever sua Capitu, personagem que Maria Fernanda teve a oportunidade de interpretar duas vezes: na minissérie homônima em 2008 e no filme Dom (2003). A eterna dúvida se a moça traiu ou não o marido no romance Dom Casmurro parece, mais uma vez, perseguir a estrela. Desta vez, porém, ela está do outro lado da história. Afinal, Joyce, que encarna na trama global das 9, acabará descobrindo a dor da infidelidade conjugal quando Eugênio (Dan Stulbach) abandoná- la para ficar com a sedutora e diabólica Irene (Débora Falabella). “Se o marido realmente a deixar, ela vai sofrer e muito”, considera a musa. 

A traição, inclusive, não é a única questão espinhosa no caminho de Joyce durante o folhetim de Gloria Perez. Ela também vive às turras com Ivana (Carol Duarte) e não reagirá bem ao saber que a filha é transexual. “Não sei até que ponto ela terá estrutura para lidar com essa avalanche que se abaterá sobre a família”, pondera Maria Fernanda em seu retorno às novelas após nove anos. O mais recente papel havia sido em Paraíso Tropical (2007). O afastamento temporário do gênero, porém, teve a melhor das razões. “Agora que meus filhos estão maiores, posso assumir um compromisso dessa grandeza”, revela a mãe de Nicolas, 8, e Thomas, 11, frutos do casamento com o empresário francês Petrit Spahira. “Estou adorando voltar à rotina!”, arremata a beldade, que já havia matado um pouco da saudade dos fãs na minissérie Dois Irmãos (2017).

TITITI – Explica um pouco mais sobre esse período longe das novelas?
Maria Fernanda Cândido – Simples... Outras atrizes que foram mães voltaram logo a fazer novelas porque moram no Rio, onde, geralmente, elas são gravadas. Então, você grava e volta para casa. Comigo é outra história. Moro em São Paulo, então foi necessário esperar que meus filhos crescessem um pouco para que eu pudesse ficar onze meses me dedicando a uma novela.

TITITI – Então, na hora da decisão, a família falou mais alto... 
Fiz essa opção, sim, pela família. Mas não parei de trabalhar um minuto (risos). Fiz muito teatro, minisséries, cinema... O que fiz, na verdade, foi articular meu trabalho de forma que permitisse estar perto dos meus filhos, do meu marido.

TITITI – Em A Força você estará diretamente envolvida com o tema transexualidade por causa da Ivana... Conversou com os pequenos sobre isso?
As crianças de hoje já sabem até do que se trata. Às vezes, a gente pensa que não mas, no mundo atual, elas têm acesso à informação de forma muito rápida, bem diferente da minha época (risos). Procuro conversar muito com meus filhos a respeito não só desse assunto, mas de tantos outros. Temos diálogos muito abertos.

TITITI – Como é para você, mãe, lidar com um tema tão delicado? 
A gente sempre quer um caminho mais suave, mais fácil para os nossos filhos. E quando percebemos que eles podem atravessar duros obstáculos na vida, sejam quais forem, sofremos junto. Independente do que for, nosso papel de pai e mãe é dar apoio, compreender os filhos, sempre!

TITITI – Sente-se realizada de levar um tema tão importante para a telinha? 
A novela é algo que faz parte do nosso dia a dia, da nossa cultura. À medida que a gente se propõe a levantar uma questão como essa da transexualidade, o papel do folhetim é de abrir perguntas e não levantar respostas, convencer alguém a algo. Se A Força do Querer conseguir levantar essa discussão, acho que cumprimos nossa missão.

TITITI – Ainda sobre a Joyce... como se sente diante de tanta “peruíce”? 
As pessoas confundem esse apreço da Joyce pela estética com frivolidade, mas ela sabe bem que não é fútil. Roupa, para ela, não é só pano. É estilo. A forma como alguém se veste diz muito sobre quem é ela, de onde vem. Afinal, nossa aparência está muito ligada também à autoestima.

TITITI – Ela seria capaz de perdoar uma traição do Eugênio? 
A sensação que tenho é de que Joyce vai sofrer profundamente. É forte, de personalidade, mas, ao mesmo tempo, depende emocionalmente do marido. Ela o ama profundamente, tem um casamento longo, vive para a família. A tendência, na minha opinião, é até que ela perdoe o deslize.

TITITI – Você é vaidosa como ela? 
Não sou radical com nada, como de tudo, mas gosto de uma alimentação fresca, preparada em casa. Também procuro dormir de seis a sete horas por noite. E uso muito filtro solar além de alguns bons e poucos produtos. Ah, e faço pilates!

TITITI – Gostaria de mudar alguma coisa em você? 
Se tivesse vontade de fazer plástica, assumiria. Por enquanto não tenho. Mas, pra mim, o segredo da beleza é descobrir o melhor dentro da gente. Se você está feliz, tudo à sua volta fica melhor.

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14/06/2017 - 06:13

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