Aqui também tem os bafões de Felipeh Campos

O quadro do jornalista é destaque do A Tarde É Sua, de Sonia Abrão

Raquel Borges

Felipeh Campos é um dos destaques do A Tarde é Sua | <i>Crédito: Divulgação
Felipeh Campos é um dos destaques do A Tarde é Sua | Crédito: Divulgação
Com um espaço novo na TV, o Bafões do Felipeh, no programa A Tarde É Sua, de Sonia Abrão, na RedeTV!, Felipeh Campos está se sentindo realizado. A ideia é trazer vários furos por dia, e para isso o jornalista tem ralado muuuuito. “É difícil competir com as redes e os influenciadores digitais... A ideia, além de trazer a notícia inédita e exclusiva, é que ela seja checada e verídica, claro!”, dispara Felipeh.

Vale lembrar, o artista começou na TV em publicidade e trabalhou simplesmente com o mestre Silvio Santos como dublador do Qual É a Música? (2002 a 2004, SBT). Do antigo patrão, só lembranças boas; e da amiga Sonia muita admiração e alegria por estar ao lado dela na RedeTV!. Felipeh conversou com TITITI sobre carreira, vida pessoal e boatos, inclusive um, sobre ter contraído HIV. Confira! 

TITITI – Conte um pouco da sua infância?
Felipeh Campos – Sou de São Paulo, filho de pais comuns. Meu pai se chama Hilton e minha mãe, falecida em 2013, Maria Fátima. E esse foi o grande golpe da minha vida. Perder mãe é realmente complicado...

Do que você se lembra dela?
Acredito que o que minha mãe mais soube fazer com os filhos e pelos filhos foi, justamente, a questão da alegria. Saber passar por qualquer problema de cabeça erguida. O que ela mais ensinou para a gente é passar rindo pela vida, porque já temos de enfrentar tantas coisas... Se soubermos passar por ela rindo, muito melhor. 

Fale dos seus sonhos?
Fui preparado para ser médico (risos). Não é que sonhava com isso, mas sempre ouvi que seria doutor. E com autonomia decidi ir para o jornalismo. E sou feliz.

Eles queriam que estudasse medicina por quê?
Acho que por ser muito estudioso e esforçado. Mesmo sendo expulso três vezes de escolas, não por nota, mas por mau comportamento, era aplicado. 
 
E decidiu fazer comunicação?
Sou aquariano, então sempre contestei tudo. Se meus pais impunham alguma coisa, ia completamente ao contrário. E discutia por que estavam fazendo aquilo. Tanto que saí de casa aos 16 anos.  

Foi morar sozinho?
Já que é para a TITITI (risos)... Me apaixonei por um rapaz e fui viver com ele. E também não voltei mais para a casa dos meus pais. Nunca parei de estudar, trabalhar, simplesmente toquei a minha vida.

Então, começou a trabalhar cedo, para se bancar?
Sim. Arranjei um emprego na Pizza Hut. Meu pai disse que não ia mais pagar escola e nem iria me ajudar em absolutamente nada. Então, pedi para ele me emancipar, e foi justamente o que fez!

Ficou alguma mágoa entre vocês ou foi tudo de boa?
Não ficou nem rusga. Isso, não! Até porque eu e meu pai somos parecidos, é nítido. Tanto que hoje ele tem 80 anos e acabou de entrar para a faculdade de meio ambiente. 

De que forma começou na TV?
Sempre fui comunicativo. E na pizzaria ficava na cozinha, até que um dos chefes pediu para ir trabalhar no salão. Naquela época, eu devia ter uns 16 anos. Chegou uma moça de uma agência de publicidade e propaganda, gostou do meu estilo e me chamou para fazer comerciais de TV. E aí, com o dinheiro, banquei a faculdade. Não fiz jornalismo de cara. Na verdade entrei em psicologia, e fui até o terceiro ano, quando tranquei... Depois, troquei para o curso de jornalismo.  

E o Qual É A Música? Pintou quando e como?
Essa mesma moça, dona da tal agencia de publicidade, me ligou e disse que tinha um teste para ser o dublador do Qual É A Música?, com o Silvio Santos. E fui fazer o teste, que durou um mês, durante um quadro no Programa do Ratinho. Era o público que escolhia e ganhei entre 700 candidatos. Foi aí que as portas da TV se abriram para mim. Acho que o SBT foi o responsável por grande parte da minha trajetória. Sem dizer que trabalhei com o Silvio Santos, né?

E como é atuar junto do dono do SBT? 
Foi uma experiência pra lá de especial. Incrível! O entrosamento com o Silvio era ótimo. Ele é muito educado, dedicado, e  com ele aprendi  disciplina e profissionalismo. Quando você é profissional, o ego nunca sobe à cabeça... É fincar o pé no chão e pisar na vaidade todos os dias. 

Bafões do Felipeh... Dá audiência, não?
(Risos)... Graças a Deus... Tenho que dar furos todos os dias. Ganhei o quadro da diretora da Câmera 5, Margareth Abrão, e do diretor do programa, Júlio Fávaro. Mas tenho que concorrer com sites, redes sociais e os influenciadores digitais, que nem sempre são jornalistas!

A convivência com a Sonia Abrão é outra escola, certo?
Ah, sempre fui fã dela, sonhava trabalhar com ela. Sonia tem opiniões fortes e assertivas, ficava babando naquela mulher. Foi um presente ganhar esse quadro no A Tarde É Sua, certamente. 

Em 2014, você fez A Fazenda... E saiu de lá com fama de maldoso. Tá valendo?
Não!!! Pois é, foi um desastre. Eu parecia um carrinho de rolimã desgovernado. Não estava preparado para aquilo... O que aconteceu foi que minha mãe faleceu no dia 18 de dezembro de 2013, de infarto fulminante. Seu sepultamento aconteceu no dia 19, e uma hora e meia depois do enterro a Record TV me chamou para  A Fazenda em 2014. Aceitei. Quatro meses depois começou o programa, e eu estava completamente fora da casinha, ainda em luto, tomando cinco antidepressivos. Estava em tratamento. 

Acha que poderia ter sido diferente?
Talvez, mas o que repercutiu, mesmo, foi a minha briga com a Pepê e Neném. Falei coisas absurdas e pegou mal.  

Aceitaria estar lá de novo, numa segunda chance? 
Foi uma experiência bacana, mas não iria novamente. Tanto que fui convidado recentemente e recusei, pois estou com o quadro e um marido incrível (seu segundo casamento, com o arquiteto Cláudio), e tenho a casa, meu canto...

Você teve zika, dois AVCs, meningite, quase tudo seguido do outro. Estava com a saúde fragilizada? 
Em outubro de 2015, fui fazer um frila em Recife (PE)... Era uma matéria sobre zika. Lá contraí a doença, mas não tinha exames que diagnosticassem o vírus. E nesse tempo fui tendo um monte de infecções. Acabei contraindo uma neurológica que evoluiu para meningite. Fiquei atrás de diagnóstico preciso de outubro até janeiro de 2016. 

Teve medo de morrer?
Foi horrível, no dia 5 de janeiro, quando dei entrada no (Hospital) Sírio-Libanês, em São Paulo, achei que ia morrer, sim. Graças a Deus, tive bons médicos como o David Uip e o doutor Eduardo Mutarelli, que me colocaram de pé. Fiquei mais de 20 dias internado, mas meu medo, mesmo, foi ficar com alguma sequela... Tive paralisia facial, mas isso não foi por causa do zika, e sim pela infecção neurológica. Mas, graças a Deus, saí zerado. 

À época, surgiram boatos de que você estaria com HIV. Como vê isso?
Uma pessoa, saiu por aí dizendo que me contaminei. E um veículo de comunicação me procurou querendo saber da história e se toparia fazer um teste. Fiz, como faço todos os  anos, ainda mais por causa de tudo que passei com a meningite. E a sorologia para HIV deu negativo.

Por que essa pessoa saiu falando isso?
Acho que na intenção de me queimar, como se você falar de uma doença comprometesse alguém. Conheço pessoas que têm o vírus e trabalham dignamente. 

Vai entrar com processo?
Só não vou levar essa história adiante porque é uma pessoa próxima. Senão processaria, sim! 

02/10/2017 - 14:53

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