Danilo Mesquita: Ele se tornou mensageiro de uma bela e comovente luta pela vida

O astro fala da alegria em interpretar Nicolau em Rock Story e o que deseja para o fim de seu personagem

Danilo Mesquita | <i>Crédito: César Alves
Danilo Mesquita | Crédito: César Alves
Aos 25 anos, Danilo Mesquita, baiano nascido em Salvador, ganhou um belo presente como intérprete: o Nicolau, em Rock Story, um tipo que sensibilizou o país inteiro com as cenas em que revelou aos pais, Gilda (Suzy Rêgo) e Haroldo (Paulo Betti), que enfrentava um  câncer. O personagem, na verdade, é uma tremenda lição de fé e raça para centenas de brasileiros que passam pela mesma situação. “É uma oportunidade incrível poder contar essa história bonita, emocionante. O Nicolau é um menino muito corajoso. Para mim está sendo incrível viver isso”, revelou Danilo, que se inspirou em uma ex-namorada para fazer o gato.
Quem o vê brilhando na telinha, não imagina que ele já pensou em outra profissão além da arte.  “Desde pequeno sou apaixonado por futebol, jogava em casa, em todo lugar. Consegui treinar uma época em alguns times... Mas em 2010 tive a chance de vir para o Rio estudar teatro. E também me apaixonei.” E, vamos combinar, o artista está dando um show na trama e deixando muita gente intrigada sobre qual será o fim do personagem.“No meu lado afetivo, quero que ele fique bem. No lado ator, pensando na dramaturgia, seria também muito interessante que ele morresse, ver como as pessoas reagiriam. Fico muito dividido, mas ainda não defini qual é a minha escolha pessoal. Vamos acompanhar juntos, não sei ainda o que acontecerá com ele (risos)”, confessou o ídolo, que repete o sucesso alcançado em 2015 quando encarou o vilão Máximo, o Primo, de I Love Paraisópolis. Um êxito já na estreia em novelas!

TITITI – Como foi a preparação para encarar um personagem com câncer? 
Danilo Mesquita – Dentro da minha família já havia convivido com isso. Não do lado de quem está doente, mas sim de quem sentia a dor pelo parente. Mas, quando você vai fazer um papel que, além do drama de uma doença complicada como essa, ainda é jovem, com toda uma possibilidade de um futuro, aí muda tudo. Quando eu tinha 15 anos, tive uma namorada.  Depois, terminamos e ficamos amigos. Aos 22, ela teve câncer, mais ou menos perto da idade do Nicolau. A gente conversou muito sobre várias coisas e o que ela me falou me ajudou muito (na composição do personagem). 

Gravar as sequências nas quais o Nicolau  descobriu o retorno do distúrbio deve ter sido bem difícil... 
Foi, porque perdi uma tia no começo da novela, portanto, como tenho esse histórico na família, chorei um pouco quando olhei as cenas. Mas também foi uma oportunidade ótima de experimentar essa emoção. 

Acha que tem algo parecido com o Nicolau? 
Olha, é difícil eu estar de mau humor. Sou uma pessoa bem-humorada, assim com ele. Tem ainda a proximidade com a família... E a música, que nos une, porque eu também adoro, toco instrumento... Isso tudo, de alguma forma, nos aproxima.  

O elenco da novela tem grandes atores, como Alinne Moraes, Vladimir Brichta,  Herson Capri, Paulo Betti, Suzy Rêgo... Como é contracenar com essas estrelas?
Sempre incrível! Eu que estou começando, que quero aprender cada vez mais... É uma oportunidade de 
estar aprendendo, ouvindo, trabalhando, pegando coisa deles... 

Como é a abordagem das pessoas na rua em relação ao seu trabalho?
A galera fala com muito carinho. É como se quisessem cuidar do Nicolau, sabe? Torcem muito para que ele fique bem! Me abordam bastante também em relação ao grupo 4.4. É uma novela que, realmente, as pessoas comentam bastante nas ruas. 

Em relação à boyband 4.4... Já pensou em seguir essa carreira musical?
Nunca tinha pensado nisso. Mas hoje tenho um projeto de músicas autorais com Ravel Andrade e João Vitor Silva (o Du e o Tom na trama).  Claro, a gente atua, é nossa profissão, mas também estamos nesse projeto que é tocar músicas nas quais acreditamos, que gostamos, sem nenhuma pretensão de nada. Só para se unir, fazer o som e tocar para os amigos, mesmo. O projeto não tem nome ainda, é muito novo. 

Um papel com uma carga dramática maior é mais instigante?
Muito! Por exemplo, tenho  dificuldade como ator em fazer comédia. Para mim é um pouco mais difícil que o drama. 

Depois da novela, tem algum projeto de TV, cinema ou teatro engatilhado ou vai tirar férias?
Eu estou há quase três anos trabalhando direto... E muito feliz por estar trabalhando, quero mais e mais. Adoro trabalhar, não consigo ficar muito tempo parado. Mas também queria dar uma respirada. Não tenho nada certo depois da novela, não. 
 
Fora a atuação e a música, tem alguma  outra paixão?
Gosto muito de estar com meus amigos, jogar bola para me desestressar, dar risada, conversar, tomar uma cervejinha (risos)... Adoro estar com eles e minha família, viajar. Essas coisas boas...

Assusta ou incomoda o rótulo de galã? Ou encara isso também numa boa?
Claro que, para o ator, rótulo é sempre complicado, porque nosso trabalho vem, justamente, da nossa capacidade de fazer coisas totalmente diferentes umas das outras. Então, quando tem uma questão de estabelecer alguma coisa, sempre limita. Mas isso não me incomoda, porque, pessoalmente, não acredito nisso (de ele ser galã). Sou um ator e eu quero me experimentar em todas as coisas. Quero ter a oportunidade de fazer todos os tipos de personagens. Essa coisa de rotular, deixo mais para as outras pessoas. Procuro fazer meu trabalho com seriedade, dignidade. 

Você namora a atriz Amanda Grimaldi. Pensa em casar, ter filhos ou é um sonho distante? 
Ainda é distante porque acho que a gente tem muita coisa para trabalhar, viagens a fazer... Mas, lógico, sempre tem o plano de casar, a gente se ama e quer ficar junto. E o maior sonho da minha vida é ser pai. Daqui a algum tempo a gente vai realizando os sonhos, mas com calma. 

26/05/2017 - 15:12

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