Dig Dutra: "Vou vivendo um dia de cada vez!"

A atriz celebra o seu novo caminho, agora nas novelas, e revela que assim como Rochelle é amiga para toda hora

Daniel Vilela

Depois de estourar no humorístico Zorra Total, Dig Dutra arrasa em A Força do Querer | <i>Crédito: Divulgação
Depois de estourar no humorístico Zorra Total, Dig Dutra arrasa em A Força do Querer | Crédito: Divulgação

Em meio as plumas, paetês e todo agito da casa de Elis Miranda (Silvero Pereira) em A Força do Querer, o brilho de Dig Dutra se sobressai. E não é para menos, viu. A atriz comemora o seu primeiro papel de destaque em novelas, depois de seis anos de sucesso no Zorra Total. "Não poderia começar de forma melhor", decreta a estrela, que deu vida a Rochelle na trama de Gloria Perez.

Assim como sua personagem, sempre às postos para ajudar os amigos Elis, Ivan (Carol Duarte) e Biga (Mariana Xavier), Dig garante que sempre tem um abraço guardado para compartilhar com quem ama. "Cultivo muito as minhas amizades", pondera. Curiosamente, durante boa parte de sua nova caminhada, ela dividiu o horário nobre com um amigo fiel, o ator Rodrigo Fagundes. Enquanto ela se divertida no núcleo mais colorido do folhetim das nove, ele brilhava - e, aliás! - como o Nelito de Pega Pega.

"Moramos perto um do outro e temos um grupo chamado Terror de Segunda em que, há mais de dois anos, nos reunimos toda semana para ver filmes de terror", revela.

Estonteante aos 41 anos, a estrela garante que toda essa alegria que a acompanha por onde passa é o segredo para se manter plena. "A gente tem fazer o que gosta, ter sonhos e vontade de realizá-los", conta ela, que corre atrás dos seus e não quer ficar mais longe dos folhetins.  "Agora fiquei com gostinho de quero mais", garante, aos risos.

A Rochelle é sua primeira personagem do início ao fim em uma novela. Como foi a experiência?
Uma experiência maravilhosa. Inesquecível. Ainda mais sabendo que será uma novela lembrada por muito tempo, não somente pelo sucesso, mas pelos temas abordados de grande relevância! E, de quebra, uma novela das nove da Gloria Perez! 

Como é a sua relação com o Silvero Pereira?
O Silvero é um presente na minha vida. O conheci quando a novela estava começando e a cada cena que gravávamos juntos eu ia descobrindo o seu universo, os seus sonhos e a sua verdade. Passei a torcer muito por ele e a vibrar com a projeção que a novela estava lhe dando. Quando vi, além de amiga eu me descobri absolutamente fã dele.

Aliás, você também é uma boa amiga e confidente como a Rochelle? 
Tenho uma relação muito forte com os meus amigos, de confiança, respeito e amor, mesmo. Tenho amigas do tempo do colégio até hoje. Passamos por todas as fases da vida juntas e sabemos tudo uma das outras. Um dia desses, a Alina, minha primeira amiga da vida, pois nos conhecemos ainda bebês, me ligou pra dizer que o que ela mais deseja pra filha dela, é uma amizade como a nossa, pra vida toda. Acho isso maravilhoso! Eu cultivo muito as minhas amizades.

A novela levanta a bandeira do respeito às diferenças. Como foi estar no centro dessa discussão?
Eu acho importantíssimo estar tocando no assunto da diversidade de gênero. A grande maioria da população não sabe a respeito. E se a novela não mostrasse, muita gente ia ficar sem saber e, principalmente, sem entender. Para respeitar é preciso conhecer. É preciso ouvir que isso existe, sim, e pode estar presente em qualquer família. E a Gloria Perez é mestre em aproximar o público de assuntos complexos, conseguiu levar essa discussão para dentro da casa das pessoas fazendo com que vejam pelo ângulo do personagem, pelo lado humano. Sei que é o começo de um grande passo contra o preconceito e fico muito feliz por estar ajudando a contar essa história.    

Como chegar aos quarenta tão gata quanto você?
Obrigada! Parece clichê mas acho que o principal segredo para nos manter jovens é a alegria de viver. É brincar, dançar, estar com os amigos, com a família, dar muita risada, Isso, então, é o melhor rejuvenescedor!. Acreditar em Deus, ter fé e ser grato. Como não ficar bem com essa receitinha?

E como faz para manter o corpão?
Aí já é outra história (gargalhadas). Faço academia, mas ainda não me apaixonei pela musculação. Estou esperando ansiosamente isso acontecer. O que eu gosto mesmo é das aulas de dança e de andar de patins. Em relação à alimentação gosto muito de comer saudavelmente, me sinto bem assim, mas tem uma chocólatra dentro de mim que me possui, às vezes, e é difícil controlar (risos).

Na época do Zorra, a Abadia era muito popular entre as crianças. Como é a sua relação com esse público hoje?
Meu público infantil cresceu! Mas o carinho continua. Muitos me pedem para falar com a voz da personagem para mostrar aos filhos. Outros ainda guardam fotos da Abadia para eu autografar. É um carinho que o tempo não apaga. Foi muito bom ter feito este trabalho para as crianças. 

Aliás, pensa em ser mãe?
Já foi um grande sonho na minha vida. Mas, atualmente, não está nos meus planos. Não tenho mais aquela ansiedade que eu tinha em formar uma família. Me libertei da pressão do reloginho biológico e vou vivendo um dia de cada vez. Mesmo porque acho que adotar seria uma linda opção. 

Você e o Rodrigo Fagundes são amigos até hoje?
Sim, já éramos amigos antes do Zorra e somos muito amigos até hoje. Moramos bem perto um do outro. Temos um grupo chamado Terror de Segunda, há mais de dois anos, onde nos reunimos toda semana para assistir filmes de terror. Quando a gente se encontra sempre comentamos e trocamos palpites do que a gente acha que vai acontecer. 

E como vai o coração?
Atualmente estou solteira.

Com o final da novela, quais são os seus próximos planos? Teatro, cinema ou vai continuar na telinha?
Quero muito continuar fazendo dramaturgia. Vamos ver o que vem pela frente. O teatro é minha paixão. Não fico muito tempo longe dos palcos. Agora estou ensaiando a peça E aí, comeu?, com texto do Marcelo Rubens Paiva e direção do Fernando Gomes. No elenco estão ainda João Vitti, Sergio Abreu e Marcelo Pio. Sou uma atriz que ama seu ofício e que gosta de exercê-lo, seja onde for. Uma prova disso é que desde 2011 participo do Projeto Lê Pra Mim?, onde leio livros para crianças carentes.  

19/10/2017 - 19:52

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