Fernanda Costa: “Chego para somar e não tomar lugar de alguém”

Grata revelação da música, ela conta história de superação e festeja DVD

Fernanda Costa: “Chego para somar e não tomar lugar de alguém” | <i>Crédito: Fotos: Rubens Cerqueira
Fernanda Costa: “Chego para somar e não tomar lugar de alguém” | Crédito: Fotos: Rubens Cerqueira
O mundo virou de cabeça para baixo quando a estrela sertaneja Fernanda Costa, 32 anos, sofreu um grave acidente de carro em 2010. Aos 25 anos, ela chegou a ficar em uma cadeira de rodas e afirma: foi o único momento que pensou em desistir da carreira. No mesmo período, conheceu Bruno, da dupla com Marrone, que junto de outras duas pessoas ajudou a pagar a cirurgia da cantora. 
Hoje, a bela paraense, que começou a trajetória aos 9, está em êxtase com os presentes que a vida tem lhe dado. Sua música atual de trabalho, Chame o Juiz, do CD e DVD Tempo Contado, já tem mais de 7 milhões de visualizações no YouTube. “Escolhi falar de amor, de superação, sempre.” 

TITITI – Sua história é bem emocionante, não? 
Fernanda Costa – É... Depois do meu acidente, foram colocados parafusos na perna. Tive rejeição e necrose no fêmur e quadril. Fiquei de cadeira de rodas e pensei: “Acabou para mim!” Foi muito difícil.

Fala da importância do Bruno naquele momento...
Em 2011, quando eu tinha muitas sequelas, Deus usou uma pessoa e ela me chamou para cantar em um hotel de Caldas Novas (GO). Lá conheci a Marianne Rabelo, esposa do Bruno. Ela me viu cantando, gostou, e me apresentou ao marido. Em 2015, graças ao Bruno e duas pessoas, consegui fazer a cirurgia para colocação da prótese no quadril. Eu nunca teria condições de pagá-la e Deus usou esses três anjos para me resgatar. 

O que a fez seguir em frente?
O amor e a sensação de que a música é um pedaço de mim. Quando aquele hotel me chamou de volta (ela já havia se apresentado lá antes), mostrando que minha voz era importante para ele, aquilo alimentou o meu coração. 

Você acabou entrando para o World Show, escritório da dupla Bruno & Marrone. E também gravou seu DVD...
Foram três alegrias a partir desse encontro profissional: a cirurgia, que foi um sucesso, o acolhimento do escritório e ter o Bruno como padrinho maravilhoso. O Marrone virou padrinho também, né? Em 2016, assinei o contrato com World Show e demos início ao projeto do DVD gravado em Goiânia e lançado em março.  

Sente-se parte dessa geração poderosa de musas que estão roubando a cena no mercado sertanejo? 
(Risos) Agradeço a Deus por ser do jeito que sou, mas não me acho musa, não. Tem muita gente maravilhosa representando a sofrência. E eu chego para somar, não para tomar lugar de ninguém. Quero entrar na roda e dar as mãos! 

18/05/2017 - 18:00

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