Gabriel Chadan: “É um grande prazer dividir espaço cênico com Claudia Raia!”

O gato, que arrasa na pele do divertido Robinson, de A Lei do Amor, fala do trabalho ao lado da grande estrela, de carreira e revela detalhes de sua intimidade

Gabriel Chadan: “É um grande prazer dividir espaço cênico com Claudia Raia!” | <i>Crédito: Chico Cerchiaro
Gabriel Chadan: “É um grande prazer dividir espaço cênico com Claudia Raia!” | Crédito: Chico Cerchiaro
A Lei do Amor está chegando ao fim, já deixando saudade de alguns personagens. Um deles, sem dúvida, é Robinson, interpretado por Gabriel Chadan, que considerou o desafio divertido e gostoso. Os fãs, certamente, pensam o mesmo! “É um tipo muito vibrante, com energia muito pura, ingênuo, hiperativo, do bem. E é um prazer contar essa história e um privilégio trabalhar e aprender com esse elenco e essa equipe”, revelou o gato à TITITI. 
O ator, que já atuou em outras tramas, como  Malhação (2010), Avenida Brasil (2012), Amor à Vida (2013) e Liberdade, Liberdade (2016), também afirmou que é um presente contracenar com Claudia Raia. E rasga elogios à atriz. 
Criado em uma zona rural no interior de São Paulo, Gabriel, que também é vocalista da banda Fulanos e Ciclanos, se vê na melhor fase da carreira. Mas afirma: “Ainda tenho muita coisa para fazer em TV e no teatro. E sonho bastante com cinema”. Quanto ao rótulo de galã, ele brinca: “Galã, para mim, são Brad Pitt, Reynaldo Gianecchini, Fábio Assunção, Cauã Reymond, Rodrigo Santoro, Jude Law... Não consigo e nem posso me colocar no lugar desses caras, né?! (risos)”

TITITI - Torce para que o Robinson tenha qual final? Acha que ele ficará com a Camila (Bruna Hamú)?
Gabriel Chadan - Quando o assunto é novela, a gente também não sabe muita coisa sobre o desfecho real dos personagens, o que é o grande barato de fazer TV. Mas acho improvável que fiquem juntos, porque  ele fica bem decepcionado com a traição dela. E isso vai provocar uma reviravolta e chegar a um desfecho impressionante. Aguardem (risos)!

Como é contracenar com feras e uma atriz tão experiente e talentosa como Claudia Raia?
Claudia é um conjunto: o poder da mulher, a disciplina da artista, atriz, bailarina... É tudo o que faz dentro do estúdio e fora também. Estar do lado de uma pessoa dessas é um privilégio! É extremamente generosa comigo e com a equipe. É um prazer dividir o espaço cênico com ela. E é, também, uma experiência de vida, um presente... Agradeço muito a ela!

Você foi criado em uma fazenda em Itu (SP), certo? Como foi sua infância?
Nasci em um bairro chamado Dona Catarina, com cerca de 5 mil habitantes. Cresci no meio do mato, mesmo. Morava a quase 30 km da escola e acordava às 4h para ir para o colégio. Foi uma infância gostosa, pé no chão, no meio de árvores, com cavalos, muito futebol... 

Teve que se mudar para o Rio em busca de seu sonho. Fale dessa fase...
Eu já era músico e, quando decidi fazer teatro e vir para o Rio, foi uma mudança maravilhosa, uma correria muito grande. Na época, minha avó veio comigo e ficou aqui dois anos. Segui a vida e já estou aqui há quase dez anos. Claro,  tive muitos altos e baixos, momentos de dificuldade... Hoje, certamente, sou muito grato por tudo que conquistei aqui.

O que a fama trouxe de bom e de ruim?
Não me vejo como uma pessoa famosa. Li uma entrevista com o Will Smith na qual ele falava que ficaria incomodado se não tivesse retorno do público, pois escolheu essa profissão para se comunicar e estar em contato com as pessoas. Eu também penso assim. Ainda que a “fama” tire um pouco da privacidade, é um prazer conversar com as pessoas que me abordam na rua. E desejo que meu trabalho avance e me permita continuar podendo me comunicar com cada vez mais gente.

Quando não está gravando, o que gosta de fazer?
Surfar, andar de skate, jogar futebol... E música, nem se fala! Gosto muito de fazer um som com meus amigos, reunir a galera da nossa banda, a Fulanos e Ciclanos (que tem também Ana Terra Blanco e Alan Alves).

Também fez outros papéis de sucesso. Qual foi o mais desafiador até aqui?
Fiz um espetáculo chamado Favela, dirigido por Márcio Vieira, no qual vivia um traficante de drogas. Foi um desafio muito grande, tanto para me conectar com o Michel Gomes, grande ator com quem construí a relação desses primos (os personagens) quanto para humanizar e dar uma vivência lúdica (por ser teatro) e ao mesmo tempo real ao tipo. A mais recente peça que fiz, Roleta Russa, com direção do César Batista, também foi bastante desafiadora. Fazia um adolescente rock star, viciado em drogas e de relação tensa com a vida.

Prefere interpretar vilão ou mocinho?
O grande barato do ator é poder transitar por personagens e sensações. Até Liberdade, Liberdade, eu só tinha dado vida a tipos mais densos, como o Lúcio de Malhação, um vilão bem barra-pesada; e o Wallerson de Avenida Brasil, também de caráter duvidoso. Em Liberdade, Liberdade foi a primeira vez que peguei um papel com um cunho mais positivo. Era um revolucionário, um menino do bem, lutando por aquilo em que acreditava, e foi muito gostoso de fazer. E, agora, estou me divertindo com o Robinson, esse “ogro”, que tem certa ignorância, mas é um bom moço e pra cima.

Acha que está vivendo sua melhor fase profissional?
Me vejo agora na melhor fase até aqui, sim, porque hoje estou muito mais preparado do que jamais estive. Mas o artista sempre tem algo a aprender, uma coisa nova para fazer.

Está namorando?
Na verdade, eu sou casado. Não oficialmente, mas já moro com a Ana Terra Blanco há seis anos. A gente divide nossa vida e nossos projetos profissionais. Então, sou um cara muito bem casado, graças ao universo, que me deu este presente!

O que faz para manter o corpo em forma?
Procuro me alimentar bem, sem extremos, mas evito produtos industrializados e açúcar. Surfo todo dia, jogo futebol duas vezes por semana e faço musculação. Para o Robinson, passei a ir à academia e a fazer treinos funcionais mais específicos.

Então, você também canta na Fulanos e Ciclanos. Fala mais do amor pela música?
Desde pequeno, já batucava (risos)! Meu pai era muito envolvido com o mundo do samba e da capoeira. Quando comecei a trabalhar com arte, essa relação se transformou. Há seis anos tenho a Fulanos e Ciclanos, com a Ana Terra e o Alan. Somos uma banda independente e acabamos de lançar o clipe Vamos Voar!

30/03/2017 - 17:00

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Revista Tititi