Henri Castelli: “O Ralf é mal-humorado, mas age assim para se defender das mágoas e traumas que carrega!”

O galã da novela Sol Nascente vive um roqueiro do bem... No entanto, o ator adianta que o personagem poderá, sim, virar um tremendo vilão. Será?

Henri Castelli é Ralf, em Sol Nascente | <i>Crédito: Foto: Globo / João Miguel Júnior
Henri Castelli é Ralf, em Sol Nascente | Crédito: Foto: Globo / João Miguel Júnior

Aos 38 anos, Henri Castelli continua sendo um dos gatos mais cobiçados da TV brasileira. Desde a estreia em Hilda Furacão (1998), ele vem conquistando cada vez mais espaço na telinha, mostrando talento e versatilidade. Em Malhação (2002), por exemplo, Henri ganhou a galera na pele do Pedro, par de Julia (Juliana Silveira).

Hoje, o desafio é viver Ralf em Sol Nascente. Um tatuador e amante de rock que morre de ciúme da irmã, Lenita (Letícia Spiller). Embora tenha um lado cômico, ele guarda segredos que o fizeram se tornar fechado, mulherengo e ranzinza.

Porém, a vida de Ralf muda quando conhece Hirô (Carol Nakamura). Embora tenham objetivos e estilos de vida bem diferentes, os dois engatam uma paixão. Sentimento que poderá levar o loiro a passar por uma transformação.

 

TITITI – Abre o jogo: quem é o Ralf?
Henri Castelli
– Um tatuador e motociclista (risos). Também é um aventureiro que rodou a América do Sul e tem um estilo de vida nômade. O mais interessante é que ele se tornou tatuador porque teve problemas e foi preso no passado. Na cadeia, aprendeu a tatuar e levou esse aprendizado para a vida... Outra característica dele é ser mulherengo. Mas não acho que é assim de verdade. Ele nega, tá? Mas, na real, procura um grande amor.

 

Você acha que esse amor é a Hirô?
Não sei ainda... Agora se revela encantado por ela, mas não sei se está realmente apaixonado. O Ralf se mostra interessado, busca aprender um pouco sobre a cultura dela... Mesmo assim, ainda vejo como um romance indefinido.


Será que ele, com essa personalidade toda, não será um vilão em breve?
Ralf não é uma pessoa exatamente má, mas acredito que possa ser tudo até o final da novela. A trama está deixando essa possibilidade em aberto, com certeza!

 

Novamente, você e Letícia Spiller trabalham juntos e encantam o público. Como é essa parceria?
Simplesmente incrível! Eu estava torcendo muito para que a Letícia interpretasse a Lenita. Não sabia se teria tempo para esse trabalho, mas quando descobri que havia dado certo, fiquei muito feliz! A gente se dá muito bem em cena, sou fã dela, que é uma atriz maravilhosa, uma pessoa incrível. Ela é uma colega de trabalho inspiradora.


Você mudou o visual do galã do mal, o Gabo de I Love Paraisópolis (2015), para encarar o Ralf. Difícil se acostumar?
Eu estou me acostumando ainda. No início das gravações, precisei colocar até aplique nos cabelos porque I Love era muito recente e eu tinha as laterais bem curtas. Já a barba, fui criando após visitar estúdios de tatuagem e observar o estilo do pessoal. Hoje, vejo muitos homens de barba, mas não fiz nada disso por moda.


Ele é lotado de tatuagens... E você, tem algumas pra valer? Gosta da técnica?
Algumas são verdadeiras, mas a maioria faz parta da caracterização do Ralf. Ao todo, são 31! Porém, quando as gravações terminam, não costumo tirar as fakes (feitas com maquiagem própria). Adoro ficar com elas e acaba sendo mais prático. Dá trabalho aplicá-las e tirar logo depois, principalmente para os profissionais de caracterização. Ou seja, ficando com elas todos nós saímos ganhando (risos).

 

Onde buscou inspirações para o papel?
Eu tenho dois amigos de infância que são tatuadores. Eles não moram mais no Brasil e reencontrei um deles em Nova York (EUA). Passei dias no estúdio deles aprendendo sobre a profissão e analisando. Essa experiência foi muito rica para mim.

 

Após algumas gratas experiências, você acha mais leve atuar numa novela das 6?
Não sei se é mais leve, mas adoro fazer o horário! Lembro que Flor do Caribe (2013) foi um sucesso de audiência! De lá para cá, creio que as tramas dessa faixa estão crescendo bastante em todos os sentidos. Não sei exatamente o motivo, mas, na minha opinião, elas mantêm o padrão “novelão clássico” brasileiro, que o pessoal de casa tanto adora.

07/11/2016 - 12:25

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