Juliana Paes: “Tem dias que me sinto meio feinha!”

A estrela se vê uma mulher como outra qualquer e nunca se deixa ser escrava da vaidade

Daniel Vilela

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Juliana Paes como a Bibi "Perigosa" de A Força do Querer | Crédito: Globo/Estevam Avellar
Espelho, espelho meu, tem alguém mais bela do que Juliana Paes

Apesar de a gente – e, se bobear, toda a torcida do Flamengo também – achar que não, a atriz se diverte com o elogio, mas não se furta ao direito que toda mulher tem de acordar um diazinho de mal com o mesmo espelho. “Não me coloco em nenhum pedestal”, dispara a intérprete da sensual Bibi de A Força do Querer.

A trama da personagem, aliás, promete pegar fogo quando ela, em nome da paixão pelo marido, Rubinho (Emílio Dantas), cair no mundo do crime. “Nada justifica o que ela fará, mas existe também um fascínio pelo poder, pela fama de ser a mulher do dono do tráfico”, justifica, sobre 

o papel livremente inspirado em Fabiana Escobar, que nos anos 2000 viveu um “amor bandido” na vida real. Durante anos, ela foi a Baronesa do Pó, na Rocinha, comunidade carioca. “Ainda não a conheci pessoalmente, mas batemos um papo por videoconferência”, confessa nossa musa.

A sua “perigosa perua” marca a 13a novela de Juliana na Globo e a terceira parceria com Gloria Perez. Quanto à vaidade... Mais modéstia... “Quando você envelhece diante dos olhos do público, na televisão, precisa ter cuidado”, diz ela, que, no máximo, gosta de passar um creminho aqui, outro ali. “E se não precisar passar maquiagem para ir a algum lugar, é assim que vou”, diz, aos risos, ela, que viu a paixão pelo empresário Carlos Eduardo Baptista se transformar em um sólido casamento de 13 anos. Os dois são pais de Pedro, de 6, e Antônio, 3, e a mamãe coruja, além de amar brincar de tudo com os pequenos (ela se diz bem bagunceira nessas horas), faz questão de uma coisa: “Tento fazer as refeições com eles, sabe, olho no olho. Não me conformo com essas coisas de estar na mesa dividindo atenção com um joguinho (eletrônico)”, afirma. 

TITITI – Você é mais racional ou é emoção pura como a Bibi?
Juliana Paes – Sou um pouco de cada... Mas diria que 60% de emoção e 40% de razão. Sou ariana, impulsiva, às vezes chego estressada, dou um passa-fora em alguém e depois fico mal à beça com o que fiz. E como é ruim ter de sair pedindo desculpas depois (risos). Porém é algo em que já amadureci bastante.

Então se identifica muito com ela?
Fica fácil, porque os primeiros capítulos tratam de algo que já vivi. Então, não preciso inventar muita coisa. Já precisei sair de uma casa, tirar as coisas às pressas, passei por dificuldade. E quando me coloco no lugar dela, não sei se faria diferente. A gente julga que o marido dela está fora da lei, que a Bibi tem de abandoná-lo. Mas não sei se deixaria o meu, não.

Já fez alguma loucura por amor?
A única que fiz foi contra mim (risos). Triste, depois da briga com um namorado, resolvi cortar meu cabelo, renovar... ficou uma franja horrorosa (gargalhadas).

Já são 13 anos de casada. Se sente ainda com aquelas borboletas no estômago do início da relação?
Já não tem aquele frio na barriga, né? Quando ganho flores, presentes, claro que faço festa, mesmo sem gostar tanto assim (risos). O meu casamento é vitorioso porque somos amigos, brigamos como qualquer casal. Temos momentos mais afastados, mais juntinhos, mais românticos.

E o que fica da paixão que uniu vocês?
A gente se alimenta dela. Às vezes, me lembro do primeiro beijo, do primeiro encontro e isso vira combustível para continuar. Claro, hoje já não recebo mais essas flores toda semana, mas tem tantas outras coisas que vem compensando...
Acha que ela acabou se transformando?
A intimidade e a cumplicidade entram no lugar desse fogo da paixão. Tem coisa melhor do que a pessoa olhar para você e já saber como está naquele dia, sentir que tem algo diferente? Isso só se consegue com o passar dos anos.

Dudu é seu príncipe encantado?
Como todas as mulheres, sempre arrumo um motivo para reclamar do bofe (risos). Mas se tem uma coisa que não posso 
dizer é que ele não seja companheiro, amigo, e bom pai para meus filhos! 

Se considera um mulherão?
Sou uma mulher como outra qualquer. Talvez, tenha mais acesso a ferramentas de beleza porque meu trabalho pede isso. Mas acordo com o olho inchado, horroroso (risos). E tem dias que me sinto meio feinha (gargalhadas).

Concorda que com o tempo você ficou ainda melhor?
Ah, muito mais! Era bochechuda e tinha a sobrancelha muito fina. Péssima! Cadê as amigas naquela hora para falarem que aquilo não combinava comigo (risos)?

Não tem neura de acharem que você só é gata quando produzida?
Amor, a gente só se embeleza mais para os eventos, é um carinho com o meu público, porque ele gosta de me ver assim. Mas me permito sair sem maquiagem, desmontada (risos). Minha vida é normal, levo meus filhos na escola de cara lavada.

26/04/2017 - 16:30

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