Kléber Oliveira: “A vida sem Deus é como mar sem água!”

O apresentador do Terra da Padroeira, da TV Aparecida, de São Paulo, abre o jogo sobre religião e a carreira que hoje motiva a devoção dos fãs

Kléber Oliveira | <i>Crédito: Divulgação
Kléber Oliveira | Crédito: Divulgação
Talentoso e devoto de Nossa Senhora Aparecida, Kléber Oliveira, 38 anos,  pai de três filhos, Ana Fátima, 17, Paulínia Denise, 11, e José Kléber, 1, tem uma voz inconfundível e que encanta milhares de fãs. Aos 17, ele iniciou sua trajetória como locutor de rodeio e, na sequência, passou pelas rádios Monumental de Aparecida, Piratininga e Aparecida. O passo seguinte foi dar aulas de locução e hoje ele divide sua vida profissional, comandando na telinha o Terra da Padroeira, da TV Aparecida, de SP, e fazendo shows pelo país com músicas sertanejas e religiosas. Um de seus maiores sucessos é A Minha Oração. Nascido em Estância Climática de Cunha (SP), Kléber confessa: viveu uma infância difícil na roça. “Não tinha roupa de frio, agasalho, mas, por outro lado, tinha muito amor e carinho da família”, relata.  
Batalhador, Kléber se diz realizado. “Me apaixonei pelo universo da música. O fato de subir ao palco, soltar a voz, apresentar e cantar preenche minha existência e me faz feliz!” 

TITITI –  Fala um pouquinho mais sobre quando era pequeno?
Kléber Oliveira – Meu pai era caseiro numa fazenda. E, em termos financeiros, foi uma infância bastante difícil. Mas meus pais (Maria de Fátima e José Paulino) sempre fizeram de tudo pra dar um lar honrado para mim e meus irmãos. 

Como surgiu o amor pela locução?
Eu comecei a participar de rodeios com 14 anos, fazia montaria em touro. Minha mãe ficava muito preocupada comigo porque eu já quebrei costela, braço, perna e sempre que chegava em casa ela estava rezando pela minha saúde. Percebia, ela queria que eu parasse de arriscar minha vida. Então, aos 17 anos, um locutor aqui da região do Vale do Paraíba me colocou atrás de um caminhão de som para fazer as propagandas. Comecei assim na locução, depois fiz cursos... 

Como surgiu o convite para assumir o Terra da Padroeira? 
Em 2005, eu trabalhava na Rádio Aparecida quando a TV Aparecida estava chegando. Um belo dia, o diretor da rádio me fez uma proposta, porque minha voz tinha sido eleita para um programa sertanejo. Aí dei uma desculpa, porque achava que não tinha o perfil, não era bonito (risos). Passaram-se dois dias e ele me ligou dizendo que na próxima semana eu iria estrear a atração. Fiquei apavorado, mas acabei topando. No dia 4 de setembro daquele ano, entramos no ar com o programa que está aqui até hoje e tem crescido bastante, graças a Deus. Ele é exibido aos domingos após a Santa Missa, das 9h até as 12h30.

Como você vê seu crescimento?
Ah, ele foi enorme, uma escola para mim. Não tive uma oportunidade de cursar uma faculdade, precisei aprender tudo na marra, na força, na coragem. Hoje entendo que não é só uma profissão, e sim uma missão também. Aliás, duas: evangelizar, até porque estou ao lado do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Então, talvez a padroeira tenha me escolhido para estar ali representando o povo da roça. E a segunda é resgatar a música caipira. O diferencial do nosso programa é esse: ele valoriza o caboclo, tem a linguagem do sertanejo e mostra a vida dele. 

Como surgiu sua devoção por Nossa Senhora Aparecida?
Aos 24 anos, fui demitido e, pela primeira vez, me vi desempregado. Aí estava sentado lá, na roça. Minha avó (Ana Lopes) chegou e perguntou o porquê de eu estar tão triste, cabisbaixo... Expliquei a situação e ela respondeu: “Meu filho, já tive uma conversa com a minha mãezinha e, tenho certeza, ela atenderá meu pedido. Quando eu peço, não mais de 15 dias recebo a graça. Você vai conseguir um emprego nessa área que quer”. Eu agradeci e cinco dias depois consegui um emprego.  Quando fui contar para a minha avó ela já sabia, e correu e se ajoelhou diante da imagem de Nossa Senhora. Ela rezou, agradeceu e eu senti alguma coisa diferente. Depois, quando fui a Aparecida e subi a rampa, comecei a sentir um arrepio, uma vontade de chorar, um aperto no coração que nunca havia sentido antes. Então, depositei na urna todo o meu salário conforme minha avó havia prometido. Depois disso, comecei a dar mais espaço a Nossa Senhora na minha vida. Não imaginava que ela estava usando minha avó para transformar e entrar na minha vida, e ela tinha algo maior guardado para mim: a TV Aparecida! Pena que minha avó não viveu o bastante para ver minha vida atualmente. 

E os shows, como vão? 
Tenho dois, um solo e outro com a banda. Participamos de aniversários de cidades, festas de paróquias. Viajamos o Brasil todo... Cantamos e tocamos sertanejo e música religiosa, como A Minha Oração, uma linda canção a Nossa Senhora, do Marcelo, da dupla com Marcos Paulo.  

E nas horas vagas o que faz? 
Fico no sítio cuidando das minhas criações, das vaquinhas... É uma forma de recarregar as energias.

O que mais deseja profissionalmente?
Sou muito grato por tudo que conquistei. Mas se Deus achar que mereço mais, aceito de coração.  Gostaria muito de gravar um DVD, esse é o próximo projeto, se Deus quiser. 

Deus pra você é...
Absolutamente tudo! A vida sem Deus é como mar sem água. 

Quais os maiores prazeres da vida?
O momento da comunhão, quando recebo o corpo de Cristo (representado pela hóstia sagrada). Quando não consigo ir à missa, minha semana não é a mesma. 

03/11/2016 - 19:47

Receba as novidades da Tititi em seu e-mail! Cadastre-se abaixo:

*preenchimento obrigatório

Conecte-se

Revista Tititi