Marcel Octavio: "Fico muito feliz de ver que estão curtindo meu trabalho na novela!"

O ator se despede do revolucionário Otávio e faz um balanço sobre sua participação em Tempo de Amar

Daniel Vilela

Marcel Octavio se despede de Otávio, seu revolucionário que marcou a trama de Tempo de Amar | <i>Crédito: Guilherme Logullo
Marcel Octavio se despede de Otávio, seu revolucionário que marcou a trama de Tempo de Amar | Crédito: Guilherme Logullo

Nas últimas semanas, Marcel Octavio colocou fogo na trama de Tempo de Amar. Afinal, Otávio - seu personagem na trama de Alcides Nogueira e Bia Correia Lago - foi o grande responsável pelo atentado que movimentou a trama e, por muito pouco, não tirou a vida de Maria Vitória (Vitoria Strada). "Gravamos algumas cenas muito boas nesta sequência, fiquei feliz de acompanhar o momento dos efeitos especiais de perto, acho impressionante a técnica usada para fazer parecer real", revela ele, que deixa o folhetim na terça-feira, 12. "Acho que valeu a pena e espero que o público tenha gostado do resultado", deseja o ator, que ainda pode ser visto na turnê do espetáculo Rio Mais Brasil.

Formado em Cinema, foi justamente nos filmes que o intérprete procurou as principais referências para construir esse jovem estudante que acaba se envolvendo com as ideias radicais que estiveram em voga no início do século XX. Entre eles, destaca os clássicos Era uma vez a revolução (1971), do italiano Sergio Leone, e as duas cinebiografias do guerrilheiro Ernesto Che Guevara, Diários de Motocicleta (2004) e Che (2008). "Busquei ver neles o idealismo e a inocência dos jovens revolucionários", pondera.

Fascinado por musicais, Marcel teve a chance de participar das versões brasileiras de alguns dos mais conhecidos pelo público, como Hair, Shrek e Kiss Me Kate - O Beijo da Megera. Ou seja, além de atuar, o galã ainda canta - é um cantor lírico e popular -, toca piano, acordeon, violão e, pasme, castanholas. Aprendi a tocar por conta do meu último infantil, Mas Por Que?!?, dirigido pelo Renato Linhares.", conta nesta entrevista a TITITI.

 TITITI - Como a música surgiu na sua vida?
Marcel Octávio
- Comecei a cantar pequeno. Minha mãe é professora de voz e canto lírico e sempre me ensinou a cantar e a aprender instrumentos. Aos 8 anos eu comecei no piano e não parei mais. Mais recente, em 2009, comecei a estudar acordeon por conta de um infantil que fazia, O Barbeiro de Ervilha. Também aprendi violão em casa e o instrumento mais recente foi castanhola!

Seus pais sempre o apoiaram a seguir carreira artística?
Sempre me apoiaram em tudo que quis fazer! Entrei no teatro durante a minha adolescência porque, segundo eles, eu era muito tímido, então comecei a ter aulas no Tablado. Acabei ficando seis anos, sou cria de lá. Mas eu só passei a me dedicar de verdade ao teatro quando entrei na faculdade de Direito da PUC-Rio, na mesma época estreei na minha primeira peça infantil O Dragão Verde. Foi então que eu percebi que queria fazer teatro para o resto da vida. Larguei o direito e entrei na faculdade de Cinema, pela qual eu sempre fui apaixonado. Assim continuei estudando teatro, canto e piano. Desde então não parei mais de trabalhar em musicais.

Pensa em se lançar como cantor?
Passei esse ano mais focado no meu trabalho na novela e na turnê do meu último musical, Rio Mais Brasil, então, por enquanto ainda não, mas quem sabe?

Antes de se tornar um ator de musicais, já era apaixonado pelo gênero?
Sim, já curtia musicais! Gostava de assistir os clássicos desde criança, como A Noviça Rebelde (1965), Amor Sublime Amor (1960), Cantando na Chuva (1962), Chicago (2002). Aliás, foi por causa do Noviça que entrei "sem querer" em musicais. Soube das audições para a versão brasileira, dirigida pelo Charles Moeller e Claudio Botelho e me inscrevi. Quase fui selecionado, mas me acharam muito novo. Seis meses depois, o Charles me ligou me convidando para integrar o elenco do seu novo musical, Sete - O Musical, por conta da minha audição anterior.

OI bacana do teatro é essa troca com o público, cada apresentação é única. Mas já aconteceu, em algum musical, de as coisas saírem do controle e você pagar um super mico?
Acho que o maior mico que eu já passei em cena foi durante uma sessão do musical Shrek, no teatro João Caetano, no Rio. Eu interpretava o vilão, o rei anão Lord Farquaad e ia começar o meu solo quando caiu a energia do teatro inteiro. Na minha cabeça, eu não pensei em parar cena nem por 1 segundo. Então eu decidi que ia cantar mesmo assim, no gogó. Foi aí que eu vi o maestro no fosso dos músicos me acenando para eu parar o espetáculo. Quando percebi que não ia rolar mesmo, eu improvisei rápido uma saída e fui para a coxia. Esperamos quase 20 minutos para consertarem tudo. Na volta, como eu já tinha passado aquela vergonha toda em cena, eu pedi para voltarmos de onde eu tinha parado, e que pelo menos ia poder cantar a minha música! A volta deu certo, o público entendeu e terminamos bem a peça, graças aos deuses do teatro!

Sua namorada, Mariana Galindo, também é uma super atriz de musicais. Acabaram se conhecendo em algum deles?
Mari e eu nos conhecemos trabalhando. Começamos a namorar no primeiro musical que fizemos juntos, Hair, em 2010. Desde então já dividimos o palco em 5 projetos e não pretendemos parar agora, temos planos de continuar trabalhando juntos. Para nós, sempre foi muito natural levar a vida pessoal e o trabalho ao mesmo tempo. Contamos com o apoio um do outro durante os processos de ensaios e gravações. 

O assédio do público aumentou por conta da visibilidade de Tempo de Amar?
Acho que um pouco mais, mas não me sinto assediado. Fico muito feliz de ver que estão curtindo meu trabalho na novela!

Como surgiu o convite para poder viver o Otávio?
Foi uma feliz coincidência. O Jayme Monjardim [direto da trama] me viu em cena na refilmagem dos Saltimbancos Trapalhões, Rumo a Hollywood, de 2016, dirigido pelo João Tikhomiroff. Ele então falou com a produtora de elenco da novela, a Dani Pereira, para me convidar a fazer um teste nos Estúdios Globo. Após o teste, ela me falou que a resposta ia demorar pois eles estavam reescrevendo a novela e tinham que refazer todos os testes. Passou-se um mês e aí eu desencanei, pensei que não tinha rolado e tudo bem, até que, no finalzinho de maio eu recebi uma ligação da Dani já me convidando para participar da novela como o estudante Otávio!

11/12/2017 - 10:00

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