Márcio Gomes faz sucesso com canções da era do rádio!

Com timbre forte e pinta de galã de cinema, o artista conquista o público

Raquel Borges

O artista faz sucesso com canções do rádio | <i>Crédito: Divulgação
O artista faz sucesso com canções do rádio | Crédito: Divulgação
Cabelo arrumado, terno e um vozeirão daqueles! É assim que o cantor Márcio Gomes, de 45 anos, se apresenta em seus shows. Há cerca de dois anos, ele lota o teatro Imperator, no Rio, com o espetáculo Eternas Canções. O cantor resgata sucessos de consagrados nomes, como Agnaldo Rayol, Altemar Dutra, Luiz Vieira, Braguinha, Waldick Soriano e Chaplin
Ele também tem brilhado no espetáculo Encontro entre Gerações, no qual faz dueto com a diva Ângela Maria, e ainda realiza inúmeros solos de clássicos brasileiros e internacionais numa celebração às canções românticas. 

TITITI – Conta um pouco da sua infância?
Márcio Gomes – Nasci no Rio, no Méier, sou de origem portuguesa. Meus avós, Maria e Joaquim, vieram do norte de Portugal. E gostavam muito de Amália Rodrigues, por quem sou apaixonado. 

Já queria ser cantor?
Não. Gostava de música lírica, especialmente dos tenores Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti. Descobri na escola que poderia cantar. Eu tinha 13 anos e estudava no colégio Anne Frank, no Rio. Havia uma professora chamada Hinda, uma judia muito à frente do seu tempo, ensinava canções do mundo todo. Eu nunca soube que tinha voz para cantar até aquele dia, quando ela escreveu no quadro a música O Sole Mio. As pessoas começaram a cantar e tive uma sensação estranha. Na hora do refrão, soltei a voz que não sei de onde veio. Depois disso, ingressei no Teatro de Ópera do Rio (TORJ), fiquei um tempo lá, mas não era o que eu queria. 

Enquanto não vivia da música, fez outra coisa?
Concluí direito, mas a profissão de artista tem um lado espiritual forte, as coisas vão se encaminhando. No último semestre, recebi um convite para cantar, e optei por um repertório semiclássico: com tango, bolero, música italiana... Aí, aos 18 anos, assisti a um show da Amália Rodrigues no Canecão e fiquei louco.  

Você chegou a cantar para ela (a cantora portuguesa faleceu em 1999)?
É uma história fantástica. Minha avó me deu a primeira viagem internacional e fui com um amigo a Portugal. Logo que cheguei, descobri onde a Amália morava... Queria só olhar a casa. Mas encontrei a empregada dela e expliquei que era muito fã, que tinha vindo do Brasil, e a moça me deu o contato da secretária. Liguei e fui atendido pela própria Amália, cantei pra ela, e nos tornamos grandes amigos.

Você tem um fã-clube enorme e a maioria é de senhoras. Como vê isso?
Eu adoro! E ele começou de forma bem inusitada. Teve uma temporada de shows da Ângela Maria no Rio. Fui todos os dias com a minha mãe, Madalena. Na fila, as senhoras ficavam conversando comigo e se surpreenderam de me ver ali. Falei que adorava músicas das décadas de 40, 50, e elas me revelaram que estava tendo um concurso na Rádio Nacional. E, incentivado por elas, me inscrevi, cantei El Dia Que Me Quieras, e elas foram assistir e aplaudir. Ganhei o concurso e um fã-clube. Maravilhoso! 

É casado?
Sim, com uma atriz e cantora. Mas minhas fãs morrem de ciúme (risos). Por isso eu e ela evitamos falar sobre o assunto.

O que acha do cenário musical atual?
Vou só dizer o que acho bom: samba! Alcione a gente nem precisa citar, é fantástica, mas gosto bastante do Diogo Nogueira, por exemplo. Agora, falar desse cenário é difícil, temos muita coisa passageira.

09/09/2016 - 10:00

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