Murillo Benício: “Foi espetacular trabalhar mais uma vez com a Débora!”

O astro da série global Nada Será Como Antes fala da bela parceria também profissional com a esposa, com quem já atuou em O Clone e em Avenida Brasil

Murilo Benício e Debora Falabella em Nada Será Como Antes | <i>Crédito: Foto: Estevam Avellar / Globo
Murilo Benício e Debora Falabella em Nada Será Como Antes | Crédito: Foto: Estevam Avellar / Globo

Com 23 anos de televisão e muito prestígio, Murilo Benício é considerado ator do primeiríssimo time da Globo. Isso graças a trabalhos marcantes, por exemplo, em O Clone (2001), Ti-Ti-Ti (2010) e Avenida Brasil (2012), que lhe renderam prêmios, inclusive o CONTIGO! de Televisão naqueles anos.

Mas o intérprete também arrasou em Irmãos Coragem (1995), Chocolate com Pimenta (2003), América (2005), Amores Roubados (2014)... Hoje o sucesso se repete na série Nada Será Como Antes, na qual, mais uma vez, contracena com a mulher, a não menos requisitada Débora Falabella.

Para quem não lembra ou não sabe, em O Clone, um dos três personagens de Murilo era pai do da atriz.  E em Avenida Brasil os dois acabaram se apaixonando. A convivência profissional para ele é um grande prazer!


TITITI – Como foi o processo de composição do Saulo, de Nada Será Como Antes?

Murilo Benício – Rapaz, é muito complexo dizer, porque estamos falando da história da televisão brasileira, né?! Mas meu personagem, na realidade, é um visionário. E, para compô-lo, li bastante coisa sobre as pessoas que, de fato, fizeram a nossa TV. Desde Assis Chateaubriand até o cultuado José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni). Foram várias inspirações para o papel.

 

Algum deles teve maior peso nessa elaboração?

Não, peguei um pouco de cada um. Antes de começar a gravar, a gente teve muitos encontros com o Guel Arraes (um dos autores da série juntamente com João Falcão e Jorge Furtado). Ele me disse que várias cenas da história aconteceram com ele. É um histórico pessoal dele. Ou seja, o trabalho tem um pouco de todos esses caras que contribuíram com a criação da TV.

 

E tem Silvio Santos nessa inspiração?

Claro! Mas com a diferença de que o Saulo não é apresentador...  Ele é o cara que fica realmente nos bastidores. Mas o Silvio foi esse cara também e ajudou a criar o veículo. A série, na verdade, é uma grande homenagem a todos eles. Ao Silvio, ao Boni, ao Chateaubriand...

 

Verdade que o próprio pai da Débora, o ator, escritor e diretor Rogério Falabella, foi outra influência pra você?

Sim, ele fez televisão ao vivo no final dos anos 50 e é uma referência muito próxima da gente. O Osmar Prado, que está na série, também fez TV ao vivo no início de tudo. É outra referência valiosa.   

 

Você, claro, não pegou os primórdios da televisão mas, certamente, acompanhou o processo durante a infância e adolescência. Qual a importância do veículo ontem e hoje para você?

Eu nasci já com a televisão! Lembro alguma coisa dela em preto e branco. É o mais distante que recordo da minha infância. E não imagino o planeta sem televisão. Como o jovem hoje em dia não consegue imaginar o planeta sem internet. Compreende?

 

O Saulo tem um quê de humor. É gostoso contar essa trajetória com tanta leveza?

O personagem é costurado por comédia, sim. E tem uma história de amor muito grande entre ele e a Verônica, interpretada pela Débora. É pra não ficar só naquela coisa engraçada, sabe? Ah, é muito legal porque o Saulo vem do rádio e quer trazer a televisão para o Brasil e consegue fazer isso.

 

Falando na Débora... Como é voltar a contracenar com ela?

Eu falei (na Globo) que só voltaria a trabalhar se fosse com a Débora! E em um projeto bem bacana (risos)! Ela foi chamada para participar da série bem antes de mim. Na realidade, Nada Será Como Antes, que no início se chamaria País do Futuro, tinha outro elenco. Muita coisa mudou! Algumas pessoas ficaram do primeiro time escalado, como é o caso da Débora. Acho que quem faria meu personagem era o Vladimir Brichta, mas ele acabou indo para Justiça.

 

Sentiram frio na barriga por formarem par romântico na telinha sendo casados há quatro anos?

Ah, no começo a gente morreu de medo, sim! Inclusive de ficar acanhado um com o outro, justamente por sermos um casal... Mas foi maravilhoso, o melhor investimento que o diretor (José Luiz Villamarim) fez na vida (risos). Amamos atuar na série! A gente estudava, passava noites e noites ensaiando como fazer as cenas. Um dava palpite no trabalho do outro... Foi espetacular trabalhar mais uma vez com a Débora!

 

Vocês pensam em ter filhos juntos (ela é mãe de Nina, de 7 anos, do casamento com Eduardo Hypolito, e Murilo tem Antônio,19, da união com Alessandra Negrini, e Pietro, de 11, com Giovanna Antonelli)?

A maternidade e a paternidade são da maior importância na vida da gente. Mas não sei se vamos ter mais filhos.

 

Seu retorno às novelas é muito aguardado pelos admiradores. Tem previsão de quando isso vai acontecer?

Vamos fazer Jogo de Memória no início do ano que vem. Ela é da Lícia Manzo para o horário das 11. Será mais curtinha, sabe? E o público pede muito a minha volta, o que é uma coisa bem gostosa. É engraçado você perceber que as pessoas querem ver o seu trabalho na tela. É bom sair um pouco para ter esse termômetro. Fiquei um ano fora e senti o carinho do público nesse meio-tempo.

 

O Tufão, de Avenida Brasil, foi um dos seus tipos mais queridos até aqui. Ainda te param para falar dele por onde passa?

Quando a novela foi exibida nos Estados Unidos (2014), Débora e eu estávamos passando uma temporada lá. E parávamos em todas as esquinas para falar com alguém que queria se aproximar, falar da história, da Nina, do Tufão, da Carminha (Adriana Esteves)... E não era só o público hispânico, não. Era gente do mundo todo, de vários países, até norte-americanos que assistiam à novela com legenda. Depois de O Clone, foi o momento em que mais fui abordado fora do país. Avenida Brasil, realmente, foi um acontecimento! Mais do que Tufão, mais do que qualquer outra coisa. Assim como O Clone. Foram novelas que ultrapassaram o sucesso e viraram fenômeno. É uma coisa que não dá muito para explicar.

 

O mercado de séries, já consagrado em alguns países, está cada vez mais promissor por aqui. O que você acha disso?

Acho que a Globo pode e deve, mesmo, investir em séries, que também fazem parte do futuro! A gente precisa ter esse olhar mais atento em relação a isso.

To olhando pro amanhã

Uma foto publicada por Murilo Benício (@murilobeniciooficial) em

11/11/2016 - 17:02

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