Nahim está na mira da Record TV

O cantor e apresentador, dizem, participará de A Fazenda – Nova Chance! Ele não confirma, mas aqui abre o jogo sobre Silvio Santos, música e muito mais!

Patricia Battaglia

O cantor e apresentador abre o jogo sobre carreira, família e muito mais! | <i>Crédito: Divulgação
O cantor e apresentador abre o jogo sobre carreira, família e muito mais! | Crédito: Divulgação
Um dos cantores mais queridos do país e que estourou na efervescente década de 80 com sucessos como Melô do Tacka-Tacka e Dá Dá Dá, Nahim tem muita história para contar. Afinal, conviveu e convive com grandes ídolos da nossa música e da TV, como Silvio Santos, Chacrinha, Cazuza... E jamais abandonou sua grande paixão, que são os shows e os palcos.

Hoje ele está à frente do Programa do Nahim, da Rede Brasil, e corre pelos bastidores da Record TV que ele será um dos peões de A Fazenda – Nova Chance. Se tudo for confirmado (a emissora quer guardar suspense até a estreia, em 12 de setembro, e o artista não confirma o convite), esta será a  terceira vez que Nahim fará um programa do gênero. Em 2004, ele, por exemplo, esteve em O Aprendiz Celebridades, comandado por Roberto Justus.
   
TITITI – Você começou a cantar cedo... Quando descobriu que queria ser artista?
Nahim – Já nasci assim, com vontade de cantar. Eu digo que já nasci músico!
 
Sua família sempre apoiou?
Não, ninguém levava muito a sério. Todo mundo achava que era só uma brincadeira. Eu me formei em economia, trabalhei em banco, seguradora... E em 1978 um amigo me chamou para abrir um negócio que ainda não existia no Brasil. Era a discoteca Banana Power, em São Paulo.
 
Nossa, a primeira do país! E depois disso?
Em 79, a gente abriu a discoteca Aquarius e eu sempre tinha mania de entrar na cabine do DJ. E ficava cantando... Um dia, um senhor me chamou na área vip perguntando se eu queria gravar um disco. Era o dono da gravadora Copacabana, chamava-se Adiel Macedo de Carvalho e estava com o (compositor e produtor) Mister Sam, que lançou Gretchen, entre outros artistas. E aí surgiu o Baby Face (risos).

Quem escolheu esse nome pra você se apresentar?
Então, eles cismaram de trocar Nahim por Baby Face. E aí lá fomos nós. Mas, nos anos 80, acabou a onda das discotecas e começou a dos patins. E lá fui eu ser DJ em um rinque de patins (risos). Um dia, dei sorte, porque a Gretchen não conseguiu chegar a tempo de usar o estúdio para gravar e consegui aproveitá-lo. E lancei ali Cale Essa Boca. 

A Globo está aí com uma produção brilhante que é a supersérie Os Dias Eram Assim, que aborda a ditadura... E você foi artista naqueles tempos (anos 60 a 80). Como foi a experiência como músico?
Quando começou a ditadura militar, eu era muito meninão, mas quando ela terminou passei a ser mais atuante. Participei do movimento Diretas Já, até porque a gente (os cantores) se sentia ofendido quando alguma música era censurada. No meu último disco de vinil, por exemplo, tive uma vetada e que se chamava Festa Maluca. Dizem, fui o último cara a sofrer isso. 
 
E você assiste à novela?
Quando dá, vejo, sim. Há alguns erros de tempo e de fala. Às vezes, tem uma palavra ou outra que não falávamos. Mas na questão da chegada da aids era aquilo mesmo, está retratado muito bem. Quanto à música, sinto falta de Cazuza, Legião Urbana...
 
Por falar em Cazuza, você conviveu com ele, certo?
Sim, muito! O círculo de programas era o mesmo: Raul Gil em São Paulo, Cassino do Chacrinha no Rio, Clube do Bolinha, na Band, também em Sampa. Então, praticamente toda sexta e sábado a gente se encontrava. Quando ele descobriu a aids foi meio que blindado, e era tudo muito desconhecido. Quando Cazuza faleceu (1990), logo fiquei sabendo. Foi uma grande perda.
 
E fazer parte do timaço dos artistas que ferviam no Chacrinha, hein?
Ah, incrível! Em 84, fui fazer o Cassino e logo rolou aquela simpatia. Ele gostou de mim e eu dele. Chacrinha dava palpite nas minhas músicas, ligava para minha casa quase todo dia. Foi uma outra grande perda (ele se foi em 1988).
 
Verdade que em 1976 você estava com Silvio Santos na inauguração da emissora dele, a TVS, hoje SBT?
Sim, na primeira hora de vida do SBT eu estava lá cantando (gargalhadas)! 

Como foi e é sua relação com o Silvio? Você tinha cadeira cativa também nos programas dele!
Olha, o Silvio havia acabado de conseguir a concessão para a TVS e isso foi em pleno regime militar. Então, ele fazia tudo muito certinho. Bom, em 1984, derrotei a Gretchen no Qual É a Música, um tremendo sucesso. E nesse momento eu explodi. Fiquei um ano no programa (e ninguém o vencia na competição)!
 
Fora da televisão, vocês se davam bem?
Sim, nossa relação era de pura amizade. O Silvio sempre foi sem frescura, dirigia o próprio carro, como é até hoje. Sempre foi bem bacana. 

Aliás, você também esteve na estreia do Cante Se Puder, em 2012, comandado pela Patricia Abravanel, correto?  
Sim, foi o primeiro programa dela! Fui jurado e foi bem legal vê-la melhorando com o tempo, se soltando. Depois disso, até me consideravam meio pé-quente (risos). Ah, mas tudo que eu inauguro dá certo! Também estive no primeiro Viva a Noite (1981), do Gugu Liberato. 

Bom, reality é com você mesmo... Venceu Os Opostos Se Atraem (2010), do SBT, depois polemizou em O Aprendiz Celebridades... Foi legal este último?
Ah, não foi legal, não! Primeiro porque pensei que teria mais colegas conhecidos, mas não tinha. Era uma galera que eu não conhecia, como a Miss Brasil Priscila Machado. E como o nome do programa era Aprendiz, comandado pelo Justus, achei que aprenderia algo do mercado publicitário, mas não. Eram provas que só tinham como objetivo arrecadar dinheiro. E também não havia votação popular, era o Roberto que decidia quem seria demitido.

O que tem a dizer sobre sua  demissão do Aprendiz?
Muito injusta, porque foi a prova que eu mais trabalhei... Fiz de tudo: distribuí, trabalhei do meio-dia até as 20 h, tirei fotos com as pessoas (para vender o produto em questão) enquanto o Christiano Cochrane e a Miss ficaram sentados. Aí ele me demitiu. 

Naquele período também criou certa rivalidade com a Andréa  Nóbrega... Foi complicado?
Ah, isso foi uma coisa muito esquisita. Quando ela entrou, éramos amigos, gostava dela e tal. Não tínhamos problemas. E ela se voltava contra mim, falava mal, fazia de tudo para eu ser demitido. Depois, nem fiz questão de encontrar com ela aqui fora.

E o Justus?
Ah, sempre fui muito claro, não aprendi nada durante o programa. Ele foi injusto comigo, sim.
 
Agora você está na Rede Brasil... Feliz com o novo desafio?
Demais! Estamos agora aos domingos, às 17 h, com a atração que sempre quis fazer. O Programa do Nahim tem vários quadros que eu mesmo invento. Dou uma de roteirista, é demais! 

Falando em música... O que acha do atual cenário brasileiro?
Nossa, por eu estar na área há muito tempo, acho que a gente vive um dos piores momentos da música brasileira. A criatividade acabou. Não existe um novo Chico Buarque, um novo Paralamas, um novo Roberto Carlos... Infelizmente.
 
Vamos falar de família? Você e Sandra Pandolfi estão casados há quanto tempo? Como nasceu esse amor?
Nossa, a gente se encontrou por um acaso total. Um dia, estava passeando com meus cachorros (sete da raça Chow Chow), que andam soltos. Um deles, o Bill Clinton, saiu correndo e, quando fui atrás, encontrei a Sandra  com a mãe, que era muito minha fã. Já são dez anos de união...

E logo começaram a namorar?
Ela morava perto de mim e no dia seguinte a reencontrei. Destino (risos)! Dois dias depois, fiz um show beneficente e convidei as duas. Ela foi e não nos largamos mais.
 
Vocês têm um filho, né?
Sim, tenho uma filha do primeiro casamento (Noelle Tadeus, de 32 anos) e o Arthur, de 8, com a Sandra. E tenho meus filhos cachorros (risos)! 

É um amor muito grande pelos cães...
Ah, tenho cachorros desde que nasci, amo bichos. Tenho cachorro, gato, papagaio, uma turma toda. E tanto no meu carro quanto no da Sandra temos água, potes, ração para cachorro e gato. Sempre que vemos um animal de rua, ajudamos. Quando dá a gente resgata. É uma verdadeira paixão. 

04/09/2017 - 15:03

Receba as novidades da Tititi em seu e-mail! Cadastre-se abaixo:

*preenchimento obrigatório

Conecte-se

Revista Tititi