No ar em A Terra Prometida, Míriam Freeland conta como é dar vida à polêmica Raabe

A estrela conta como é dar vida a um tipo tão polêmico e importante, e que conquistou o público!

Miríam Freeland interpreta Raabe em A Terra Prometida | <i>Crédito: Foto: Divulgação Record/Munir Chatack
Miríam Freeland interpreta Raabe em A Terra Prometida | Crédito: Foto: Divulgação Record/Munir Chatack
A estrela Miriam Freeland não poderia estar mais orgulhosa de sua atual missão na TV. Em A Terra Prometida, da Record, ela interpreta a prostituta Raabe, uma mulher forte, valente e que batalha a favor dos hebreus. Uma personagem emocionante e que, certamente, é uma das mais queridas do telespectador. 
Tanto que nas redes sociais Raabe é um dos assuntos mais comentados. Tamanho carinho faz com que Miriam, mãe de Maria Helena, de 17 anos, e Miguel, de 5, se derreta: “Estou muito feliz com a repercussão!”
Na história, Raabe está prestes a passar por uma reviravolta. Isso porque a promessa de Salmon (Rafael Sardão) de livrá-la da vida de meretriz quando o povo hebreu tomar Jericó está cada vez mais próxima de se realizar. Porém, a corajosa mulher terá de escapar das garras do comandante Tibar (Leonardo Branco) e do filho dele, Sandor (Pedro Henrique Moutinho), que se declararam apaixonados.

TITITI – Como rolou o convite para o papel?
Miriam Freeland – Eu estava terminando de gravar a série Detetives do Prédio Azul, do Gloob, quando recebi um telefonema do Anderson Souza, diretor de teledramaturgia da Record. Era para fazer a Raabe. Foi uma surpresa e um prazer voltar à emissora, e nesse trabalho.

É a primeira vez que participa de uma trama bíblica?
Sim, e não é fácil. Trata-se de um trabalho que requer entrega, uma preocupação com a palavra de maneira diferente. Tem regras e formas um pouco mais rigorosas de texto. 

É um desafio?
Muito e até por isso se torna interessante! Fazer a Raabe, uma personagem bíblica, me interessa mais do que uma normal. Ela é importante dentro desse contexto (da novela) e por sua profundidade.  

E essas danças sensuais, você teve que aprender?
Sim, tive aulas de dança do ventre... Não é fácil fazer os números da Raabe (risos).

Em quem se inspirou para compor o tipo?
Na Elis Regina! Ela era uma mulher com uma força enorme na voz, apesar de ser pequenininha.

O que a chamou mais atenção na personagem?
Todo ator gosta de grandes personagens! O fato de ela ser prostituta e, ao mesmo tempo, uma mulher de uma fé tão vigorosa, com essa possibilidade de alcançar extremos, me interessa muito como atriz. Estou bem feliz!

O que levou a Raabe a se entregar à prostituição?
Pelo que a novela fala, fez por necessidade, e também por um glamour. Mas ela acreditava que poderia mudar de vida, mas com o tempo percebeu: era um caminho sem volta.

Acha que isso ainda é comum hoje em dia?
Creio que isso aconteça muito, sim! Acho que a pessoa acaba se prostituindo porque é forçada, em algumas realidades, pela necessidade. Em outros casos já é opção...

Acha que vale tudo para não passar necessidade?
Não, de jeito algum! Porém, ao mesmo tempo, necessidade é uma coisa que nunca experimentei na pele. Mas, sei, é algo que fica na carne... Então, não julgo, não. Eu acho que não deve haver julgamento. 

E julga as atitudes da Raabe?
Não tenho julgamento sobre as atitudes e escolhas dela. Acho que as pessoas têm de buscar um caminho para serem felizes. Mas, às vezes, dependendo da realidade da pessoa, o desespero está à frente. 

E ela se apaixona por Sandor?
Não! O Sandor é o filhinho de papai, convencido. Ele até a enxerga de maneira mais pura mas, ao mesmo tempo, não balança o coração dela. Em nenhum momento ela fica mexida afetivamente por ele.

O Salmon continua sendo o grande amor dela, então?
Ah, sim, sobretudo pela forma como ele a enxerga, apesar de ser prostituta. Ela nunca tinha sido vista dessa maneira pura como ele a vê e isso, obviamente, mexe com ela, com a possibilidade de uma vida diferente!

A Raabe tem muita fé... E você é adepta de alguma religião?
Sim, sou budista. 

Você é casada com o ator e diretor Roberto Bomtempo...  Apesar de ser artista, ele tem ciúme das danças sensuais?
Vamos fazer 12 anos de casados! E ciúme é normal, né? Mas somos artistas, ele conhece o mercado, o meio. É normal pra gente lidar com isso.

De volta à carreira, das novelas nas quais atuou, qual lhe deixou mais saudade?
Ah, eu fiz bons trabalhos na televisão e isso me dá muito orgulho! Em especial, O Cravo e a Rosa (2000), minha primeira novela, mesmo. Também tenho carinho por Esperança (2002), na qual fui dirigida pelo Luiz Fernando Carvalho, um cara muito importante na minha história! Tem também Um Só Coração (2004), quando fiz a Pagu, e Essas Mulheres (2005), minha primeira trama na Record e que amei!

E qual o papel de maior desafio até agora? 
São muitos desafios, não tem um maior que o outro. Quando você é artista de verdade, tem interesse em melhorar a cada trabalho, seja ele um episódio de uma série, uma participação num filme ou uma peça de teatro... O desafio da nossa carreira é estar sempre melhorando, ter interesse e paixão, não desperdiçando nenhum minuto. Quando entro no set, não gosto de desperdiçar cena alguma. Quero que meu dia de trabalho seja inteiro, do início ao fim e é isso que me interessa.

O que suas mulheres na ficção têm em comum com você?
Todas têm de mim um pouquinho. Sou uma atriz muito emprestada, bastante misturada com as personagens. Acredito que você melhora com elas como pessoa. E também acho que os papéis acabam melhorando quando eu empresto um pouquinho de mim a eles.

29/09/2016 - 17:30

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