O Brasil abraça, mais uma vez, o amado astro Francisco Cuoco!

Veterano e respeitadíssimo, o ator fala com humildade sobre os princípios que norteiam sua vida

Francisco Cuoco e Marcello Novaes em cena de Sol Nascente | <i>Crédito: Foto: Globo / César Alves
Francisco Cuoco e Marcello Novaes em cena de Sol Nascente | Crédito: Foto: Globo / César Alves
Sol Nascente nem bem estreou e um casal já conquistou o coração do público graças à cumplicidade e ao romantismo que dura décadas! Trata-se de Gaetano e Geppina, interpretados pelos brilhantes Francisco Cuoco e Aracy Balabanian.
E, aqui, TITITI brinda os milhares de fãs com uma entrevista exclusiva com Chico (faremos uma com Aracy em breve, ok?), nosso eterno galã. Um astro amado pelo Brasil graças aos 51 anos de uma carreira irretocável, especialmente na TV.  A estreia, aliás, aconteceu na novela Renúncia, de Walther Negrão, também autor de Sol Nascente.
Na telinha, Cuoco fez outras 34 tramas marcantes, muitas delas como protagonista. Entre elas, Selva de Pedra (1972), Pecado Capital (1975), O Astro (1977 e 2011), Deus Nos Acuda (1992) e América (2005). Tantos  sucessos, que colocaram Chico no topo da lista dos nossos principais artistas. Um ídolo que, no alto dos 82 anos e de sua simplicidade e modéstia, insiste em 
dizer que segue estudando seu ofício como se fosse um aprendiz. 
Mas, hoje, a comemoração – e a grande paixão – fica por conta do italianíssimo Gaetano na história global das 7. Isso sem falar na linda família que construiu. Chico, de 82 anos, está casado há sete com a estilista Thaís Almeida, de 28. A diferença de idade nunca foi importante para o casal, segundo ele. O artista tem três filhos do casamento anterior, com Virgínia Rodrigues, a Gina: Tatiana Rodrigues, de 42 anos, Rodrigo Rodrigues, 36, e Diogo Rodrigues, 34. Ele ainda é avô de Lorenzo, 4,Maria Luiza, 1, e Bernardo, 1.

TITITI – Sol Nascente já estreou brilhando... O que ela tem de tão especial?
Francisco Cuoco – Ah, ela é muito romântica, familiar e íntima das relações. Sentimentalismo total! Trata de coisas muito alegres, leves, mas em alguns momentos bastante intensas. É essa coisa italiana de abraçar, de envolver mesmo. É uma novela que também resgata sentimentos nobres. Das ciumeiras que acontecem por excesso de amor, de carinho. Traz mesas fartas, muita comida, muito macarrão (risos). 

Você sente que a história tem a fórmula necessária para cair nas graças do público?
Sim, e acho que, na verdade, o público está muito carente disso tudo. Somos carentes de uma mão amiga, de calor humano. Nossa expectativa é mostrar isso de forma verdadeira, suave, sem impor nada. A gente torce para que as pessoas gostem, independentemente da vida de cada um, da correria... Vivemos num mundo cada vez mais guerreiro, desumano... A gente está aqui para pregar a bandeira da paz.

E o Gaetano, hein?
Ele traz uma coisa muito bonita, que vivi, que é essa origem italiana. É aquela coisa mais respeitosa, a possibilidade de doação, sentimento, emoção, de proteger neto, família, todo mundo. E aborda, sobretudo, essa amizade muito bonita com o Tanaka (Luis Melo). Os dois vieram de navio, fugidos do Japão e da Itália, e construíram uma amizade que atravessa décadas.

Você também é descendente de italianos... De que maneira sua família chegou ao Brasil?
Tenho cidadania italiana, justamente, porque pesquisei tudo e encontrei informações de avós maternos e paternos. Eles vieram para o Brasil porque não tinha trabalho na Itália.

Essa familiaridade com a cultura de lá ajudou a compor o papel?
Essa vivência me deu um pouco mais de intimidade com essa questão italiana da alegria, do exagerado, de gesticular muito, falar com as mãos...

E esse amor do Gaetano com a Geppina? É lindo!!!
O romantismo dele é absoluto. A Geppina é o amor da vida dele e, embora os dois já sejam da terceira idade, esse sentimento é para sempre! É uma cumplicidade e um amor muito grandes.
Pra quem ainda não sabe, como pintou esse romance?
Quando jovem, Gaetano era um pobre ajudante de padeiro na Itália e que vivia para o trabalho. Um dia, quando estava na praça da Fontana, em Palermo, esbarrou em Geppina e foi amor à primeira vista. Ele não sabia que Geppina era prometida a Manfredo Giulini, filho de um poderoso mafioso italiano.

E como eles lidaram com essa confusão toda?
Gaetano encara o pai de Geppina e pede a ele que desfaça o acordo, mas o futuro sogro está irredutível. Põe o Gaetano pra correr e ainda o humilha. Então, para ficarem juntos, Gaetano e Geppina fogem para o Brasil. E, mesmo 50 anos depois, Manfredo não esquece a traição e manda o detetive Damasceno (Emilio Orciollo) atrás do casal.

E como é contracenar com a Aracy depois de tantos anos? Ela disse à nossa reportagem que está muito feliz... E que vê-la atuando com você era o sonho das irmãs dela. 
Adoro a Aracy! Ela é uma grande e antiga amiga. Uma atriz sensacional e muito divertida. Quem diria que depois de tantos anos teríamos a oportunidade de interpretar um casal apaixonado?

Na coletiva de apresentação da novela à imprensa, boa parte do elenco mais jovem disse que atuar ao seu lado dava um misto de medo e prazer por conta de sua vasta experiência... Como recebe essa turma nova?
Essa troca vem, justamente, do carinho, do abraço amigo. Na verdade, eles não percebem, mas a gente (atores experientes) também está buscando estreitar essa relação independentemente de idade, sexo e tamanho do papel. Embora seja por um período (os meses de gravação), existe a busca por uma família nos bastidores. Mas é o mesmo sentimento de reciprocidade. 

E como esses laços entre vocês se formam?
Com companheirismo verdadeiro... Batalhamos para que todo o peso das gravações, que são puxadas, com muito trabalho em baixo de calor, chuva, seja amenizado.

O que assiste na TV?
Um pedaço de cada coisa. Vejo TV aberta, fechada, jornal... Gosto muito, por exemplo, do canal Combate. Adoro MMA! Assisto a Ana Maria, Fátima Bernardes (Encontro), futebol... Sou muito aberto e interessado em tudo. É sempre uma maneira de relaxar e aprender alguma coisa. 

Com tantos preconceitos que enfrentamos ainda hoje, que mensagem gostaria de deixar às pessoas?
A vida é uma pincelada de tantas cores, que vale a pena a gente ter abertura e humildade diante de um mundo que é tão grandioso e com tantas pessoas. 

28/09/2016 - 19:43

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