Paolla Oliveira: “Toda mulher pode ser o que ela quiser!”

A estrela de A Força do Querer se sente confortável na pele de uma lutadora de MMA que vai nocautear preconceitos

Daniel Vilela

Paolla Oliveira caracterizada como Jeiza de A Força do Querer | <i>Crédito: Globo/Cesar Alves
Paolla Oliveira caracterizada como Jeiza de A Força do Querer | Crédito: Globo/Cesar Alves
Atenção, senhoras e senhores! Este é o momento que todos estavam esperando! No centro do octógono de TITITI é a vez de Paolla Oliveira enfrentar nossas perguntinhas diretas e cruzadas. A atriz, aliás, aproveitou toda a desenvoltura de Jeiza, sua policial e lutadora de MMA cheia de garra de A Força do Querer, a próxima trama global das 9, para nocautear este repórter com golpes de jiu-jítsu. 

“Estou bem apaixonada por essa modalidade. Se continuar treinando depois da novela vou nela!”, confessou, cheia de humor, a nossa “faixa-preta”, que tem suado a camisa praticando com a campeã do UFC Érica Paes, para não fazer feio na telinha a partir do dia 3 de abril.

Antes mesmo do início das gravações, além de conhecer de pertinho o universo dos tatames, Paolla visitou o Batalhão de Ação com Cães (BAC/PMERJ) para saber mais sobre mulheres que se destacam na Polícia Militar. 

“Cheguei a esses lugares e encontrei um ambiente de igualdade e respeito”, conta ela, preparada para dar conta da personagem linha-dura. A inspiração maior, no entanto, vem do pai, José Everardo, que seguiu carreira na instituição. 

Assim, entrando sem pedir licença em universos antes só reservados aos homens, Paolla encontra a força para dar um mata-leão na discriminação. “A gente não pode se permitir ser machista ou colocar a mulher numa posição de desconforto, menor”, argumenta, honrada de, pela primeira vez, trabalhar com a novelista Gloria Perez. “Quero ser mais uma grande mulher de suas produções”, pondera a platinada, que, novamente, repete a parceira com o namorado, Rogério Gomes, o Papinha, diretor artístico do folhetim.

TITITI – Tem assistido a lutas para encarar o papel?
Paolla Oliveira – Vejo tudo, sei o nome de todo mundo e também dos golpes! Fico em casa gritando, torcendo. Confesso, o sangue dá aflição, mas estou ficando forte (risos).

Às vezes, na hora da disputa, não tem vontade de dar uns tabefes em alguém (risos)?
Claro! Muitas vezes, a gente quer dar direto, jab, cruzado,  joelhada. Mas a vontade dá e passa (gargalhadas).

São os treinos no tatame que ajudam a manter o corpão?
A luta está somando. Continuo com minha malhação, não tem como parar. Mas notei que os treinos me deram mais tônus e músculos.

E como tem sido sua rotina para virar “faixa-preta”?
Divertidíssima, mas um pouco dolorida, tá? As artes marciais fazem bem ao corpo e à mente. Aprender coisas novas sempre é bacana. A Jeiza também é policial, então tenho descoberto um mundo totalmente diferente. Estou aprendendo a lidar com armas e com meu companheiro de cena, um cão pastor belga.

Ainda existe preconceito em relação às lutadoras?
As pessoas misturam esporte com sexualidade. Já me perguntaram até se a Jeiza é lésbica! Claro que não teria problema e nem sei se vai migrar para isso, se vou me apaixonar pela Isis Valverde (gargalhadas). Mas, por enquanto, não. 

Ela vai se envolver com o Zeca (Marco Pigossi), ex-da Ritinha, feita pela Isis, né?
Será uma paixão às avessas, à segunda vista. A princípio, os dois se detestam, até porque são parecidos, marrentos.

Causa estranhamento ver a mulher num ambiente muito masculino?
Um lugar que não é dela? Sei (risos). Olha só a mulherada que tá lendo esta matéria, viu? Fala sério!!!

Não é o que penso, é o que dizem!
Dizem, né... Sei (risos)!

Particularmente vou achar ótimo as lutas. Inclusive, conheço vários moços que prefeririam lutar com você do que com o Minotauro...
Ah, garoto (gargalhadas)!!! 

Falando sério... Então, você não acredita em coisas só de meninos e só de meninas?
Toda mulher pode ser o que ela quiser! Me sinto mais forte fazendo essa personagem. Ela luta, é uma policial durona, porém, é como qualquer um. Vai ter problemas, chorar, enfrentar conflito amoroso. Jeiza não fica dentro de uma caixinha. Não tem isso de masculino ou feminino, existem vocações, habilidades, oportunidades. Somos todos humanos!

Já precisou batalhar bastante pra ser respeitada?
Nasci numa família cheia de homens. Tenho três irmãos e um primo que cresceu com a gente, e um pai rígido, policial militar, em um ambiente no qual a mulher, normalmente, não teria opinião. Briguei para ensinar meus irmãos a serem diferentes. Nossa luta, a bandeira do feminismo, se faz todo dia. A minha eu já fiz.

Parênteses: está um escândalo assim platinada!
Adoro (risos). Pode falar de novo para eu gravar (gargalhadas)? Então está aprovado?

Muito! Se sente mais poderosa loira?
Muito mais porque fui loirinha a vida toda. Quando coloco um tom escuro, aí sim, fica diferente. Agora, platinada, só  na época de O Profeta (2006). 

Tantas mudanças de visual não cansam?
Não, porque faz parte. E outra: a cada papel, a cada mudança, vou adquirindo força, tendo mais opinião, sabendo o que quero e o que não quero.

Pensa em filhos?
O relógio biológico está meio atrasadinho hoje em dia, né (risos)? As mulheres estão tendo bebês mais tarde. Mas não é de hoje que tenho essa vontade, ela existe para qualquer mulher. Seja para decidir quando ou ainda se vai ter ou não. Mas sempre bate esse momento. Está aqui nos meus pensamentos agora (risos).

07/04/2017 - 15:33

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