Pedro Carvalho: “Não tenho muito de príncipe encantado”

Tímido, o galã português disse que precisou trabalhar todo o seu charme para dar vida ao sedutor Amaro, de O Outro Lado do Paraíso

Daniel Vilela

O galã português faz sua estreia nos folhetins globais em O Outro Lado do Paraíso | <i>Crédito: Globo/Raquel Cunha
O galã português faz sua estreia nos folhetins globais em O Outro Lado do Paraíso | Crédito: Globo/Raquel Cunha

Desde que chegou a Pedra Santa, cidade fictícia no interior do Tocantins e que também serve de cenário para O Outro Lado do Paraíso, Amaro, vivido por Pedro Carvalho, não tem dado muito descanso a Sophia (Marieta Severo). Aliás, um grato presente ao ídolo  português. “Dá até um nervoso ao contracenar com a Marieta”, entrega o ator, que interpreta um comerciante internacional de pedras preciosas na trama de Walcyr Carrasco.

Só que, além de querer colocar as mãos nas valiosas esmeraldas de Sophia, o gato  está de olho em algo no qual a madame não vê muito valor. Trata-se da filha dela Estela (Juliana Caldas), que rejeita veementemente por ter nascido com nanismo. “Ela vê nele um príncipe encantado”, brinca o artista.

Não será fácil, entretanto, para Amaro conseguir o que quer. Afinal, vai disputar o amor da jovem com o lapidador Juvenal (Anderson Di Rizzi). Mas será que, no fundo, as intenções do “portuga”, como chama o rival, não são apenas para ficar ainda mais perto da tão cobiçada fortuna da bruxa de Palmas (TO)? “Não posso revelar muita coisa mas, para mim, ele é um mocinho”, decreta.

Pode até ser o primeiro trabalho de Pedro na Globo, mas o ator já é um velho conhecido do público brasileiro. Não dá para esquecer do bonitão como o herói Miguel, de Escrava Mãe (2016), na RecordTV. “Foi um projeto incrível e sou feliz por ter feito parte de algo tão bom, realizado com tanta qualidade”.

Solteiro, e morando no Rio (RJ), Pedro acha que, desta vez, veio para ficar. “Investir na minha carreira aqui é um objetivo e espero que O Outro Lado do Paraíso seja a primeira de muitas e muitas novelas na Globo”. Confira o nosso bate-papo maneiríssimo!

TITITI – Como é voltar ao Brasil para gravar mais um folhetim?
Pedro Carvalho
– Um privilégio! Assim que acabou Escrava Mãe, fui para Portugal gravar um seriado e voltei em junho, quando recebi o convite para a atual trama das 9. Uma novela de Walcyr Carrasco, com a equipe do Mauro Mendonça Filho, e esse elenco... Posso dizer que é um sonho tornando-se realidade e espero estar à altura da produção.

Antes de retornar, trocou ideia com algum ator português que faz sucesso por aqui, como o Ricardo Pereira?
Claro, a gente é irmão, desde muitos anos. Ricardo sente o mesmo que eu: a parceria entre os dois países é muito interessante, tanto que a mais recente novela que fiz em Portugal trazia vários atores brasileiros também.

Os portugueses também adoram nossas histórias, não?
Ah, lá em Portugal assistimos muito, mesmo, às novelas brasileiras e já vi tantas do Walcyr, por exemplo... Então, imagina estar com Fernanda Montenegro, Lima Duarte e Marieta Severo, com quem tenho muitas cenas, frente a frente?! Estou aprendendo muito!

Qual a importância de Escrava Mãe em sua carreira?
Grande! Trabalhei com ótima equipe, fiz amigos para a vida toda, como a Gabriela Moreyra (a protagonista Juliana), por exemplo. Se você vir minhas redes sociais, encontra a Gabi como parte do meu dia a dia. Aprendi muito nessa novela, me transformei como pessoa, como ator. 

Agora, quem vai levar a melhor na disputa pelo coração de Estela, hein?
Meu personagem é português e creio que pela Estela ter estudado na Europa, acabam tendo formas muito parecidas de pensar. Bem legal e corajoso da parte do Walcyr escrever esse triângulo amoroso de uma forma que nunca antes se abordou na televisão.

Fala um pouquinha da sua relação com a Juliana Caldas?
Conversamos muito, até para estabelecer essa parceria na telinha. E foi impressionante como ela me fez perceber como existe tanto preconceito em torno de pessoas com nanismo.

Já se percebeu tendo algum desses preconceitos?
Graças a Deus, não. Fui educado com uma abertura muito grande. Por isso mesmo, estou feliz de fazer parte dessa história, que dará chance ao público de perceber os próprios preconceitos. Por exemplo, usar a palavra “anão” não é uma coisa mais legal. Independentemente de como uma pessoa é, temos ali um ser humano, que deve fazer o que quiser, se vestir como quiser, e merece respeito.

Tem muito em comum com o Amaro?
Ao contrário, precisei trabalhar para ficar mais charmoso, porque eu, Pedro, sou tímido e reservado. Não tenho muito de príncipe encantado, que é o que a Estela vê no Amaro.

Namoraria uma pessoa com nanismo?
Claro, nos apaixonamos pelo interior da pessoa, não pela parte física. As diferenças, então, passam a ser qualidades. Se me apaixonasse, seguiria esse romance.

Mas está solteiro...
Solteiro no Rio de Janeiro e as brasileiras são lindíssimas (gargalhadas).

04/01/2018 - 16:43

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