Reynaldo Giannecchini: ”Não interessa provar mais nada a ninguém. Nem a mim mesmo!”

O astro de A Lei do Amor diz que chegada aos 40 o deixou mais tranquilo e tirou um verdadeiro peso de suas costas

Daniel Vilela

Reynaldo Gianecchini e Claudia Abreu serão o casal Pedro e Helô | <i>Crédito: Globo/ Ramon Vasconcelos
Reynaldo Gianecchini e Claudia Abreu serão o casal Pedro e Helô | Crédito: Globo/ Ramon Vasconcelos

Bons ventos trazem Reynaldo Gianecchini de volta ao horário nobre! Em A Lei do Amor, o ator dá vida ao velejador Pedro Leitão, que retorna à fictícia cidade de São Dimas para resgatar o grande amor de sua vida, Helô (Claudia Abreu), 20 anos após uma separação. Mas será que o gato já enfrentou isso na real? “Não, nunca tive uma reedição no amor. Afinal,  meus relacionamentos amorosos sempre terminaram e viraram amizade”, revela o galã, solteiríssimo, e que ficou casado durante oito anos com a jornalista Marília Gabriela

Durante a preparação para a novela das 9, o belo pôde sentir um gostinho dos seus longínquos dias de anonimato. Afinal, Gianecchini passou por uma verdadeira transformação, orquestrada por Fernando Torquatto. O maquiador  sugeriu que Giane deixasse a barba e o cabelo crescerem para que os fios fossem tingidos de loiro. “Não sei se ficou mais bonito, mas estou gostando bastante”, conta o astro aos risos. 

Um dos presentes que a produção deu a Giane foi a parceria com Chay Suede, o Pedro na primeira fase. “Fazia tempo que eu não via alguém chegar com tanto brilho e presença”, declarou Reynaldo, que, ao ver o colega em cena, lembrou de sua primeira aparição na TV como o Edu de Laços de Família (2000). “Quando estreei, foi muito forte. Talvez aquele tenha sido o momento mais louco da minha vida”, dispara ele, que pode ser visto na reprise da novela, no canal Viva.

TITITI – Como foi mudar o visual para o Pedro?
Reynaldo Gianecchini – Ninguém me reconhece mais (risos). Fiquei esses meses todos andando nas ruas quase incógnito. Na Olimpíada, eu ia para Copacabana ver os jogos e as pessoas achavam que era só mais um gringo (risos).

E por que ficar loiro? 
Pedro é um velejador, então queríamos o visual de um cara que ficou anos exposto ao sol. Foi um processo bem difícil até chegar a essa cor. O pessoal da caracterização ficou testando durante meses. E fiquei bem feliz com o resultado final. Agora, retoco o cabelo a cada 40 dias e a barba, semanalmente. São três tons de loiro. Estou sofrendo bastante (risos).

O Pedro é louco por rio, mar... E você?
Tenho um respeito enorme, para não falar medo. Mas minha relação é muito próxima, sobretudo com o mar. Mas amo a natureza em si. Toda  vez que vou a alguma praia, faço uma oração. Sempre com todo respeito.

Então, o Chay passou o bastão para você em A Lei... Fala um pouco mais desse desafio de ambos?
Conversamos sobre tudo e deixamos nos contagiar um pelo outro. Chay é muito interessante, um jovem focado, com uma cabeça muito legal. Ele tem uma opinião bacana sobre tudo. Até acho que o Pedro dele é mais desafiador que o meu!

Por quê?
Depois que você chega aos 40 anos, não tem tanta energia assim para gastar (risos). O Pedro jovem é desafiador, marrento. De qualquer forma, foi muito bom observar como ele compôs o personagem.

Como é dividir o papel com ele?
Achei essa troca com o Chay um processo terapêutico. Me via muito nele, fazendo as coisas que ele faz aos 20. Vi nele muito do meu passado. Foi quase que com uma compaixão mesmo, observando ali um pouco do que já vivi, da minha história e de todos os meus erros também.

Arrepende-se de algo?
Ah, as coisas que fiz de errado são importantes para a pessoa que sou hoje.

E você sente que a chegada aos 40 o transformou de alguma forma?
Sinto muita diferença de quem sou hoje em relação aos 20 anos. Sou quase outra pessoa. Relaxei... O jovem é ansioso... Hoje em dia, não parto mais para o tudo ou nada. Não carrego esse peso mais.

O que mais mudou?
O jovem vai peitando tudo, não tem muito medo. E, claro, dá várias cabeçadas. Aos 40 e poucos anos, a gente já sabe quais são os nossos brinquedinhos do ego e não quer mais. Já não interessa mais conquistar tanta gente assim. Estou numa fase da vida que não  interessa provar mais nada a ninguém. Nem a mim mesmo.

O engraçado é que você agora pode se ver aos 20 e poucos anos na reprise de Laços de Família. Curte rever as cenas?
Na época, eu não assistia muito. Achava ruim me ver. Me achava verde. É sempre difícil, né? Depois que os anos passam, fica mais legal. Ver aquelas imagens sem ansiedade. E aí pode até curtir. Hoje, vejo muita coisa legal no Edu. Apesar da minha imaturidade enorme na profissão, eu tinha aquela vontade de estar lá, querendo aprender... Foi um encantamento. 

Acha que, se estreasse hoje, seria mais fácil?
É difícil comparar, porque essa geração tem acesso a muita coisa, como por exemplo preparação de elenco. Eu nunca tive isso. Chay vem mais estruturado. Na minha primeira novela, fui jogado na cova dos leões e falaram: “Te vira (gargalhadas). E eu, realmente, não sabia nada! E nem dava tempo de ninguém ficar me ensinando. Os tempos são outros (risos).

25/10/2016 - 15:42

Receba as novidades da Tititi em seu e-mail! Cadastre-se abaixo:

*preenchimento obrigatório

Conecte-se

Revista Tititi