Viviane Araújo: Continuo gostosa e ainda sou boa atriz (risos)!

A musa está nas nuvens com o sucesso de sua Edith da novela Rock Story

Daniel Vilela

Viviane Araújo é a dona de casa Edith em Rock Story | <i>Crédito: Globo/João Miguel Júnior
Viviane Araújo é a dona de casa Edith em Rock Story | Crédito: Globo/João Miguel Júnior
Nada foi fácil para Viviane Araújo até chegar ao sucesso atual. E bota sucesso nisso! Ela é uma das grandes musas do Carnaval e divide o reinado à frente da bateria do Salgueiro, no Rio, e da Mancha Verde, em São Paulo. Ela também é campeã de reality! Faturou A Fazenda  5 (2012) e a 12ª edição do Dança dos Famosos (2015). Além disso, estudou, se tornou atriz e hoje arrasa na pele da Edith da trama global das 7. 

A sorte ainda acompanha Vivi quando o assunto é amor. Desde 2007 ela não desgruda do namorado, o jogador de futebol Radamés Martins, do clube mineiro Boa, campeão da Série C do Brasileirão. “Somos bem tranquilos um com o outro”, pondera a beldade.

TITITI – Você tinha casamento marcado para o ano passado. Por que o adiou?
Viviane Araújo – A gente vai ter o nosso momento de oficializar a união. Radamés entende que estou numa ótima fase profissional, então não me cobra.

Não pensa em se tornar mãe?
Adiei a gravidez novamente. Depois da novela, a gente tenta. Hoje, a idade já não é mais uma questão (ela tem 41 anos). Se não der, faz tratamento, adota. Está tudo certo! Vai chegar a hora. Tudo na minha vida tem a hora certa. Nada é quando quero, é quando tem de ser. 

Na telinha você já tem filhos...
A questão mais difícil para mim foi esse lado. Sou superamiga, uma pessoa que gosta de ajudar, mas não sou de demonstrar afeto, nada melosa. Quem gosta de mim, gosta do meu jeito mesmo. Tive dificuldade daquela coisa de mãe que abraça, que lambe a cria.

Inspirou-se na sua mãe?
Dona Neusa é uma supermãe (risos). Mas a Edith é mais ainda com essa coisa da proteção. Minha mãe nunca deixou de trabalhar fora por conta de casamento, de filhos. Já a minha personagem tem esse lado de se dedicar ao máximo à família que construiu. 

Mas a Edith não despertou esse lado em você?
Ainda não. Mãe tem aquele nhem-nhem-nhem todas as horas e afeto em tempo integral. Não sou assim, sou mais prática.

A Edith é fofoqueira. Curte tricotar por aí?
Não acompanho fofoca, mas elas também não me incomodam. Quando sei de algo, é porque as pessoas me mandam (risos). É indiferente se falam ou não de mim. Faço o meu e ponto final.

É ciumenta como ela?
Sou, mas a Edith é mais, ela faz barraco! Eu, para rodar a baiana, tem que ser uma coisa muito descarada. Evito confusão, principalmente em público. Mas já dei umas olhadas no celular do Radamés (risos).

E, como ela, tem algum dote culinário?
Sou boa cozinheira, mas gosto de fazer comidinhas simples, como feijão e arroz. Todo mundo fala que as coisas que faço têm tempero, são gostosas. Só não sou fã de doces.

Por conta da vaidade?
Olha, não tem como não se cobrar porque as pessoas ficam em cima. Se mudo uma coisinha, logo apontam. Queria muito fazer uma personagem em que pudesse abrir mão da vaidade, passar por uma transformação radical, como engordar 40 kg. Só acho que não me chamariam para o papel (gargalhadas).

Gosta de se cuidar, não?
Tem que manter a disciplina. Faço musculação e aula de dança.

Existe preconceito no meio profissional porque começou a carreira como modelo e dançarina?
Graças a Deus não tem mais isso comigo, não. Continuo gostosa e ainda sou boa atriz (risos). Foi difícil, nada na minha vida foi fácil. E tudo valeu a pena para chegar aonde estou. Por pior que tenha sido, foi maravilhoso!

Como se desdobra entre o Carnaval e a televisão?
As escolas de samba entendem e apoiam minha vida profissional. Quando tenho tempo, vou às quadras, aos ensaios e não abro mão de estar lá. Mas  minha profissão é ser atriz. Se um dia tiver que fazer uma escolha, vou ter que abdicar de uma coisa de que gosto. Mas faz parte. A vida é assim.

23/02/2017 - 22:00

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