Para Claudia Raia, só faltava, de verdade, cantar na chuva!

A estrela e o marido, o ator Jarbas Homem de Mello, trouxeram para o Brasil o musical com a cara de Hollywood

Por Patricia Battaglia

Jarbas e Claudia Raia | <i>Crédito: Manuela Scarpa/ Brazil News
Jarbas e Claudia Raia | Crédito: Manuela Scarpa/ Brazil News
Há tempos a talentosíssima Claudia Raia alimentava a ideia de reproduzir nos palcos brasileiros a versão do consagrado filme norte-americano Cantando na Chuva, de 1952, estrelado por Gene Kelly, Jean Hagen, Donald O’Connor e Debbie Reynolds. Pois o sonho acaba de se realizar. Claudia produziu o musical em parceria com Stephanie Mayorkis, da IMM Esporte e Entretenimento. 
A peça tem a direção mais do que especial do norte-americano Fred Hanson. Com o cenário da Hollywood dos anos 50, Claudia é Lina Lamont e seu marido, o ator  Jarbas Homem de Mello, Don Lockewood. Os personagens formam o casal sensação da época. Lina é uma jovem glamourosa e ótima atriz do cinema mudo. Don, porém, resolve partir para o cinema falado e aí descobre que a amada é péssima cantora. Para saber o resto você terá de conferir de pertinho. A estreia aconteceu no dia 12/8, no Teatro Santander, no Shopping JK, em São Paulo, e no elenco estão também Bruna Guerin e Reiner Tenente, entre outras feras que cantam e dançam. 
Para deixar os fãs por dentro de tudo,  TITITI conversou com Claudia Raia, que está encantada com o novo desafio!

TITITI – Como nasceu a ideia do musical?
Claudia Raia – Foi uma ideia minha, lá em 2012, quando assisti ao musical em Londres (Inglaterra). Eu e meu marido vimos e adoramos! E aí eu disse: “Nossa, preciso levar isso para o Brasil de qualquer jeito!” Então comprei os direitos autorais.

Trata-se de uma superprodução... Foi complicado realizar?
Nossa, muito difícil. Comecei a procurar parcerias e me uni a IMM Esporte e Entretenimento. Virei sócia da Stephanie Mayorkis, produtora de espetáculos e diretora da IMM. É um musical muito grande, envolve umas 200 pessoas. E produzir e atuar é sempre uma coisa muito confusa e são duas funções muito trabalhosas.

E como produzir também?
Ah, a gente faz tudo junto e ao mesmo tempo. E a Stephanie é muito competente. A coisa está andando, ela tem muita experiência. Na verdade, a gente tem uma equipe toda que funciona bem e nos ajuda bastante. 

Mulher, atriz, mãe, produtora, cantora, bailarina.... Dá conta de fazer tudo?
Isso já virou história. É um pouco de cada mulher e de todas as mulheres do Brasil e do mundo no momento. Quem tem filho, são esposas, trabalham e são bem-sucedidas na carreira... A história da mulher mudou muito, o lugar dela mudou. Nós temos inteligência e rapidez para isso, dá pra ser tudo e um pouco mais (risos)! 

Verdade que, em função do musical, teve de “desaprender a cantar” e dançar mal?
(Risos) Foi uma desconstrução, aprendi a fazer bem para poder fazer mal. Mas era isso de que a personagem precisava. Foi muito difícil desafinar e criar uma voz feia. Quis criar uma voz aguda para a Lina, e todo o tempo no palco uso aquela voz. Mas acho que não podemos ficar presos a essa vaidade, o personagem pede e a gente tem que fazer. E estou amando realizar isso. 

Como é trabalhar com o maridão, hein?
Ah, ele é maravilhoso, supercompanheiro. Isso tudo já era antes de ser meu marido. Ele é um profissional maravilhoso, então como produtora é muito bom também. Funciona, adoro a companhia dele, ficar juntinho o tempo todo... A gente gosta das mesmas coisas, então trabalhar lado a lado e ir para a casa juntos é muito bom.

25/08/2017 - 18:36

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